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Deputado do PSL tentará instaurar hoje CPI para colocar a UERJ contra a parede, todos a Alerj a 13h!

A UERJ é novamente alvo de ataques do Governo de Witzel e sua base parlamentar, dessa vez com uma CPI, num momento de perseguições as universidades nacionalmente.

quinta-feira 30 de maio| Edição do dia

Foto: EBC

Depois de Rodrigo Amorim ameaçar acabar com as cotas raciais, Witzel querer intervir na reitoria da universidade, mais uma vez a UERJ é palco de ataques da direita. Dessa vez, o deputado estadual do PSL, Alexandre Knoploch, apresentou um projeto de abertura de CPI para colocar os estudantes, funcionários e professores contra a parede com a frágil alegação de “irregularidades nas universidades estaduais”.

Em São Paulo, deputados da base de Doria já havia colocado as estaduais paulistas na mira. O deputado Wellington Moura (PRB) apresentou uma proposta de CPI já aprovada na Alesp no final de abril.

O autor do projeto simplesmente citou duas reportagens que não dizem respeito ao momento atual da instituição em que não houve repasse de verbas do governo do estado para a instituição: "’Em luto’ Grupos protestam contra sucateamento da UERJ", fazendo referência ao fechamento do restaurante dos alunos, e "Atraso nos pagamentos obriga reitoria da UERJ a adiar início das aulas - Aulas na universidade não têm previsão para começar. Dívida do Governo do Estado com a instituição chega a R$ 350 milhões", do portal "G1".

O autor da proposta de CPI também cita que a UERJ "não deveria apresentar esta situação já que possui autonomia administrativa e repasse de duodécimos estaduais", mesmo os duodécimos só vigorando a partir do ano que vem.

Precisamos nos opor a abertura da CPI que questiona a autonomia universitária da UERJ em um momento de ataques profundos as universidades publicas também no plano federal. Os cortes do Governo Bolsonaro, a perseguição aos professores, a pretensão de acabar com a filosofia e a sociologia no ensino superior são parte de um mesmo projeto de exclusão que agora chega com força até a UERJ.

A CPI quer garantir um projeto de poder ainda mais excludente nas universidades. Aonde as empresas privadas tenham ainda mais espaço para lucrar com o orçamento publico e pinçar o conhecimento ali produzido. Também por isso, é necessário questionar o papel da universidade na sociedade de classes, na perspectiva de que essa de fato sirva aos interesses dos trabalhadores e do povo pobre, e que sejam os próprios estudantes, funcionários e professores a geri-la.

Para se opor aos planos de Bolsonaro, Witzel, Rodrigo Amorim e de Alexandre Knoploch é necessário interligar as pautas da luta pela educação com a reforma da previdência. E a partir de cada universidade e escola forjar uma coordenação nacional para que os próprios estudantes possam ser parte de construir a mobilização que demonstrou seu grande peso no dia 15. Infelizmente, a UNE vem separando a mobilização dos trabalhadores no dia 14 de junho, aos dos estudantes no dia 30 nas universidades. Nós da Chapa 2 para as eleições do CONUNE da UERJ estamos fazendo uma campanha militante com essas ideias para que os estudantes tomem o rumo de uma só luta nas próprias mãos.




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