Deputado candidato a vice-governador de MG, com Anastasia, defende voto em Bolsonaro

Em pronunciamento durante a campanha, Deputado Federal Marcos Montes do PSD que é candidato a vice-governador de MG com Anastasia (PSDB) defende “dar as mãos” a Jair Bolsonaro no caso de a candidatura presidenciável de Geraldo Alckmin da sua coligação não emplacar, evidenciando os debates de antecipação do segundo turno das eleições presicdenciais.

terça-feira 2 de outubro| Edição do dia

Está circulando na internet um vídeo onde o candidato do PSD a vice-governador de Minas Gerais com Antonio Anastasia (PSDB) se pronuncia sobre as eleições durante uma atividade de campanha eleitoral na cidade de Patrocínio (MG). No vídeo, Marcos Montes diz que eles consideram o ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à presidência Geraldo Alckmin como “extremamente competente” mas que “lamentavelmente a sociedade brasileira começa a enxergar que não é seu momento” devido às pesquisas eleitorais não indicarem um avanço numérico na intenção de votos ao candidato.

Ele segue a declaração dizendo que isso faz com que se acenda um “sinal amarelo, indo para o sinal vermelho” e que é preciso ter responsabilidade e por isso é necessário “dar as mãos ao candidato Bolsonaro” para que o Brasil não volte ao que viveu no passado, numa clara referência aos governos anteriores do PT, ainda que não mencione o partido. A declaração foi aplaudida pelos presentes. A assessoria de imprensa de Anastasia declarou que Marcos Montes estaria falando sobre uma situação hipotética “com a qual não trabalhamos” e que as candidaturas deles continuam a serviço da campanha do candidato tucano.

Essa fala do candidato a vice evidencia a antecipação dos debates de segundo turno na conjuntura eleitoral, e mostra que um setor da coligação está disposto a apoiar o candidato da extrema-direita num eventual segundo turno com disputa entre este e Haddad (PT). Recentemente, o candidato ao Senado pelo estado de MG dessa chapa, Dinis Pinheiro (Solidariedade) também gravou um vídeo de apoio a Jair Bolsonaro, ignorando completamente à coligação oficial de seu partido, que também apoia a candidatura de Geraldo Alckimin.

Nestas eleições manipuladas pelo judiciário golpista e tuteladas pelas Forças Armadas, é preciso desmascarar as ilusões eleitorais e de “mal menor” e fortalecer uma esquerda que aposte na mobilização independente dos trabalhadores, mulheres, jovens, negros e LGBTs, que combata a extrema direita como Jair Bolsonaro de forma independente do PT e da sua tentativa de conciliar com os setores golpistas tão reacionários quanto o candidato do PSL, pois só assim será possível uma alternativa que faça com que os capitalistas paguem pela crise que eles mesmos criaram.




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