JUDICIÁRIO

Depois do powerpoint, Lava Jato inova: finge ouvir 15 testemunhas relâmpago por dia

terça-feira 9 de maio| Edição do dia

A fim de acelerar os depoimentos das 87 pessoas que testemunharão em defesa do ex-presidente Lula, Sergio Moro chegou a marcar até 15 audiências em um único dia no processo em que Lula é acusado por ter recebido vantagens da Odebrecht na compra de um imóvel que seria sede do Instituto Lula em São Bernardo do Campo.

15 audiências em um dia, é levar o powerpoint e o "não tenho provas mas tenho convicções a novo patamar". É fingir que ouvirá. Um judiciário que mantém 30% da população carcerária presa sem julgamento está generalizando seus métodos repressivos com os poderosos e isso triplicará o que fará com os trabalhadores, os pobres, os negros.

Moro, que chegou a dizer que achava excessivo o número de testemunhas no caso, abusando de seu poder tentou obrigar que Lula acompanhasse todas estas audiências presencialmente, medida que posteriormente os advogados de Lula derrubaram. Moro trata Lula como se já estivesse na ponta da faca, "fazendo-o pagar" e tentando condena-lo antes da hora.

O que não nos diz respeito defender uma “idoneidade” de Lula, que certamente escolheu se jogar na lama de defender os interesses empresariais ligados ao Estado, o que dificilmente passa por fora de se envolver em algum “esquema” corrupto. Agora, é inadmissível o autoritarismo do Judiciário no Brasil, que na realidade faz um jogo de cena buscando fazer com que a Lava-Jato apareça como uma operação verdadeiramente dedicada ao combate à corrupção no país, quando na realidade busca, de mãos dadas com o Imperialismo, substituir um esquema de corrupção por outro, além de querer angariar ainda mais poderes arbitrários e bonapartistas para o Poder Judiciário como um todo, o que certamente acarretará cada vez mais condenações injustas à própria classe trabalhadora e juventude pobre.




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