Economia

INFLAÇÃO

Depois do feijão, agora a carne também pesará ainda mais no bolso

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anuncia alta no preço da carne. O governo nega subsídios à agricultura e a JBS, maior produtora de carnes do mundo, vai reduzir a produção para manter sua margem de lucro, custando em nossos bolsos.

sábado 13 de agosto| Edição do dia

O aumento do preço das carnes é justificado pela alta do milho e outros grãos usados na produção de ração que teria causado um aumento de 30% no custo da produção de aves, por exemplo. Considerando apenas aves e ovos, o aumento previsto é de 4,27%.

Maggi afirma que se chover, em três meses é possível recuperar a produção de grãos e propôs desde já a importação do milho para reverter a escassez interna. Entretanto, ainda depende de aprovação da Anvisa e CTNbio, pois a legislação brasileira não permite a entrada de milho transgênico no país. Maggi disse também ter solicitado isenção tributária para a importação do milho, mas o Ministério da Fazenda negou e disse que também não poderá conceder subsídios à agricultura. A gigante da carne, JBS, disse que para manter sua margem de lucro irá reduzir a produção, mas nega que fechará fábricas.

Mais uma vez, os trabalhadores terão dificuldade de manter em sua alimentação diária um produto básico enquanto grandes empresários e latifundiários garantem seus lucros como denunciamos aqui.

Depois do feijão agora a carne vai pesar ainda mais do que já pesa nos nossos bolsos.




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