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Depois de queda de 3º ministro, até Bolsonaro afirma que educação "está horrível"

quinta-feira 2 de julho| Edição do dia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (2) que a situação da educação brasileira está "horrível". Em conversa com apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, pela manhã, Bolsonaro também disse que "talvez escolha hoje" o novo ministro da Educação. A pasta já trocou de comando três vezes desde o início do governo.

Ao receber uma demanda para o MEC, Bolsonaro disse que "deu problema" com o professor Carlos Decotelli, nomeado ministro do MEC por cinco dias, mas que não chegou a tomar posse após polêmicas sobre títulos acadêmicos. "Talvez eu escolha hoje o ministro da Educação", afirmou Bolsonaro.

Mas para Bolsonaro a tragédia da educação é ele não conseguir avançar em seu projeto privatista e obscurantista sob a educação. As inúmeras crises com Ricardo Veléz e Weintraub obrigaram a demitir os dois ministros da educação olavistas sem que eles conseguissem levar até o fim seus ataques a educação. Weintraub que ficou mais tempo no cargo, não conseguiu implementar seu projeto de avanço privatista para o ensino superior, o Future-se, mesmo intervindo autoritariamente nas faculdades.

O caso Decodelli marcou o último vexame na pasta, com a demissão do ministro sem ao menos tomar posse após inúmeras falhas apresentadas em seu currículo. Com isso a pasta está temporariamente abandonada sem um nome a frente, enquanto Bolsonaro, militares e Centrão negociam um novo nome que atenda todos esses interesses e que banque o projeto de ataques do governo em meio a pandemia.




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