Sociedade

DÓRIA PRIVATISTA

Depois de bilhete único, Dória tenta usar Wi-Fi gratuito para vender dados de usuários a empresas

A gestão de Dória na Prefeitura de São Paulo apresenta sem dúvidas o maior plano da história da cidade tratando-se de programas de privatização.

segunda-feira 17 de julho| Edição do dia

Já não bastasse o pacote ofertado as empresas de transporte a partir do acesso a base de bancos de dados do bilhete único, onde o prefeito sofreu várias criticas, pois ao ofertar tais informações para as empresas, elas poderiam utilizar os dados para elaborar perfil de usuários por região, e até mesmo planejar propagandas a partir dos perfis socioeconômicos, método muito utilizado no mundo dos negócios a partir das redes sociais e sites, como google e facebook, ele não se deu por vencido e pretende outras formas de lucrar com os dados dos cidadãos da cidade de São Paulo.

A partir de uma lei sancionada Lei.nº16.685/17 no dia 12 de julho, o projeto Wifi Livre Sampa, irá oferecer o uso da internet em locais e prédios públicos por todo município de São Paulo. A grande jogada empresarial de Dória nesta lei está em uma clausula que foi vetada e que sua justificativa mostra claramente suas reais intenções em privatizar até mesmo a vida dos paulistanos. Veja o argumentos a partir do veto no artigo 3 da lei:

"As disposições sobre a desnecessidade de cadastro prévio do usuário para a utilização do serviço (artigo 2º) e sobre a obrigatoriedade de a página inicial de navegação estar sempre integrada à “home page” da Prefeitura (artigo 3º) restringem os possíveis modelos de financiamento do próprio programa. Isso porque, para a disponibilização do acesso de maneira mais ampla, a Administração Municipal, no atual momento, busca modelos alternativos de provimento e financiamento, considerando-se, dentre eles, aquele implementado em parceria com a iniciativa privada que, por meio da mídia programática (mecanismo que torna possível compreender o perfil dos consumidores e definir uma base de dados assertiva para adequação de anúncios), arcaria com os custos de ampliação e operação."

Ou seja, a iniciativa privada ofereceria a infraestrutura para a conectividade e em troca faria utilização dos dados cadastrais dos usuários do programa, onde poderia controlar os perfis e enviar de forma muito afinada anúncios e propagandas que gerariam lucros ainda maiores as empresas, pois saberiam detalhes sobre seus consumidores em potencial.

Mais uma vez de forma vergonhosa o patrão Dória trata os paulistanos como peças em seu jogo de negócios, onde suas demandas claramente atendem as grandes empresas e empresários, e de nada tem a atender com qualidade e segurança os trabalhadores paulistanos.

Os trabalhadores e seus direitos estão sendo servidos de bandeira a privatização na gestão de Dória e em seus programas.




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