Política

Depois de atos antifascistas, Bolsonaro amplia espionagem sobre opositores

Nesse domingo vimos manifestações antifascistas e antirracistas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e hoje mesmo também em Manaus, influenciadas pela revolta nos EUA por justiça para Georg Floyd. Bolsonaro, bem como Trump, seu ídolo, demonstra medo da polarização nas ruas e amplia medidas para espionar opositores.

terça-feira 2 de junho| Edição do dia

Preocupado com os desenvolvimentos do retorno da luta de classes no cenário nacional, Jair Bolsonaro amplia sua malha de coleta de informações pra além dos 42 serviços regulares de Inteligência militar, policial e financeira. Decidiu “aprimorar” a cooperação dos núcleos (P-2) da Polícia Militar, fragmentados com a politização dessas forças.

Na quinta-feira, em edição extra do Diário Oficial, expandiu a seção de Inteligência do Ministério da Justiça.

O processo de agregação da espionagem das PMs foi formatado por André Mendonça, que se qualifica como “servo” de Bolsonaro na Justiça. Ele explora brechas da lei numa área sem fiscalização do Congresso.

A comissão de controle que “existe”, não coincidentemente, é comandada pelo senador Nelson Trad (PSD-MS) e por outro filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Houve uma única reunião em 480 dias, que durou 9 minutos e 54 segundos.

O medo da extrema direita do aumento da polarização e da luta de classes se expressa também na atitude covarde de Donald Trump que diante de uma manifestação em frente à Casa Branca, corta a energia e se esconde em um bunker. Bolsonaro como bom lambe botas de Trump, segue suas ações, e além das medidas mencionadas cogita criminalizar como terroristas os manifestantes e “aconselha” o adiamento dos atos bolsonarista que expressariam mais uma vez a força do movimento antifascista diante das minorias que apoiam Bolsonaro.

Ainda mais com os aspectos de ampliação de medidas de perseguição, essas manifestações são um importante passo, mostrando que mesmo em meio a pandemia, não vai ser somente a extrema direita que ocupa as ruas. Trabalhadores precários de aplicativos, que mesmo com as suas mochilas durante seu trabalho, se colocaram na primeira linha do combate aos fascistas e a repressão policial em São Paulo são exemplo de como apenas a mobilização das nossas forças nas ruas pode fazer os direitistas e as medidas autoritárias do governo recuarem.




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