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PALESTINA | Depois de assassinar, Exército de Israel reprime funeral de jornalista Shireen Abu Akleh

sexta-feira 13 de maio | Edição do dia

Esta sexta-feira começou com a repressão ao funeral da jornalista do canal Al Jazeera, Shireen Abu Akleh, que foi morta a tiros na cabeça por soldados israelitas, enquanto cobria uma operação do Exército no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia Ocupada, na quarta-feira passada.

O funeral da jornalista palestina Shireen Abu Akleh, morta a tiros na cabeça enquanto cobria uma operação do Exército israelense na Cisjordânia ocupada, começou nesta sexta-feira em Jerusalém com uma forte repressão da polícia israelense.

Leia também: Jornalista da Al Jazeera é assassinada pelo exército israelense enquanto cobria operação militar

O corpo da jornalista, de 51 anos, foi deixado por volta das 14h, horário local (11 GMT), em um caixão do Hospital Saint Joseph, em Jerusalém Oriental ocupada, para iniciar o funeral na Igreja Greco-Católica Melquita em Jerusalém, com a presença de milhares de pessoas.

A polícia israelense deteve os participantes que queriam carregar o caixão nos ombros, envolto na bandeira palestina, algo que Israel proíbe e pune desde a ocupação da parte oriental de Jerusalém com a anexação da área em 1980.

São dezenas de feridos que estão no hospital.

O corpo de Shireen chegou pouco depois em uma van no portão de Jaffa na Cidade Velha de Jerusalém, onde ela foi levada para a igreja onde a missa aconteceu, com centenas de participantes e forte segurança em toda a cidade.

Lá, a polícia também reprimiu vários participantes que exibiam bandeiras palestinas.

Como sempre, Israel tentou encobrir o assassinato de palestinos ou de qualquer um que os denunciasse, dizendo que era uma "troca de tiros entre suspeitos e forças de segurança".

O assassinato da jornalista também ocorre em um momento de crescente tensão devido à escalada repressiva de Israel, perseguição e expulsão da população de origem árabe de suas casas em Jerusalém Oriental e de suas terras na Cisjordânia ocupada. Todas essas provocações por parte de Israel aumentaram particularmente nos últimos meses e durante a recente celebração do Ramadã.

Com informações de La Izquierda Diario - Argentina.




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