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REACIONÁRIO

Depois de artigo justificando o AI-5, Mourão questiona decisão do STF

sábado 9 de novembro| Edição do dia

Sem seguir a ordem de Bolsonaro de manter silêncio sobre o caso Lula, o General Mourão foi ao twitter questionar o julgamento do STF. Ele falou que o “Estado Democrático de Direito” está sendo pervertido pela política. Mas quando era pra realizar uma prisão arbitrária, intervir nas eleições para ele não era política. Não é de estranhar sua posição, dado seu histórico e dado o que tinha publicado dias atrás: uma justificação do AI-5.

Estado Democrático de Direito na língua de Mourão é aquele que melhor servir ao entreguismo ao imperialismo, aquele que garanta impunidade de militares como Ustra,, democracia é aquela que garante (com manipulação ou não) aquela que de posse a quem melhor pode garantir projetos como o fim do direito dos brasileiros se aposentarem.

Poucos dias atrás o vice-presidente da República, o general golpista Mourão publicou artigo no Estado de São Paulo justificando o abominável e sanguinário AI-5 com uma imaginária e generalizada “violência da esquerda” durante a ditadura. Tenta criar um inimigo para justificar a tortura, o assassinato, e crimes não tão conhecidos da ditadura, como a corrupção generalizada, o congelamento salarial, intervenção nos sindicatos.

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O centro de seu artigo é bater na “esquerda” pela corrupção. E que ela não estaria vendo que a eleição de Bolsonaro foi um repúdio justamente a isso. É curioso como em seu artigo menciona a limpeza moral do novo governo, pulando um assunto Queiroz, miliciano aqui e acolá.

As frases de efeito de Mourão visam ganhar autoridade na base “bolsonarista” mas também ilustram, a renovada ênfase em distorcer a história em defesa de justificar a ditadura e suas medidas sanguinárias, misturando-a com uma “linha de falha” do petismo é a evidente corrupção para azeitar relações no Congresso, na Petrobras, assumindo métodos dos partidos capitalistas. Uma corrupção que Moro, Mourão, Bolsonaro, denunciam para colocar no lugar outros esquemas de pilhagem do país, mais ligadas a novos esquemas de poder e mais funcional ao imperialismo.

A defesa dos direitos democráticos, inclusive da população votar em quem ela quiser, o julgamento de corrupção não virá nunca das mãos de Mourão, Moro, do STF, figuras centrais em todo golpismo, só pode vir da luta independente da classe trabalhadora e da juventude, que avance da debilidade da Lava Jato e do golpismo para impor que as centrais sindicais rompam sua trégua com o governo Bolsonaro e lancem um plano de lutas para se enfrentar com todas suas reformas e ataques de Bolsonaro, Guedes, do centrão e todos capitalistas. Nesta mobilização também é necessário lutar para impor que todo caso de corrupção seja julgado por júri popular, que todo juiz seja eleito, revogável e ganhe como uma professora.




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