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Denúncia: centenas de mortos pela repressão na Etiópia

Organizações de direitos humanos denunciaram, nesta terça-feira, a repressão do governo da Etiópia, que ceifou a vida de mais de 500 manifestantes nos últimos 10 meses. La Izquierda Diario @izquierdadiario

terça-feira 4 de outubro| Edição do dia

Grupos defensores dos direitos humanos condenaram nesta terça-feira a violenta repressão pelas forças de segurança etíopes, que, no último domingo, agiram violentamente durante uma festividade na região de Oromia, na qual morreram dezenas de pessoas, e temem que haja mais mortes em outras regiões do país.

A repressão do último domingo se soma a que o governo vem levando adiante contra a contestação social. Mediante a aplicação da lei antiterrorista contra os opositores, o governo etíope assassinou mais de 500 manifestantes nos últimos dez meses.

A Associação pelos Direitos Humanos na Etiópia (AHRE, na sigla em inglês) denunciou, num comunicado, "a atuação violenta das forças de segurança que causou a morte de dezenas de pessoas no festival Irreechaa", a cerimônia mais importante dos oromo, o maior grupo etnico do país e castigado há quase um ano pelas autoridades.

Segundo os dados de opositores ao regime de Hailemariam Desalegn e ativistas oromo, foram centenas de mortos nesse último domingo no município de Bishoftu, a 42 quilômetros de Adis Abeba, onde vários dos que assistiam à festa tradicional lançaram consignas antigovernamentais que desataram uma brutal repressão policial.

Na segunda e na terça-feira, houve protestos na região de Oromia, a maior do país, e nos arredores da capital etíope.
A AHRE sustenta que, além do massacre de domingo, houve mais mortes em outras localidades de Oromia, onde as mobilizações começaram em novembro de 2015, depois da aprovação de um plano urbanístico para expandir Adis Abeba que põe em perigo as terras de cultivo dos oromo.

Tanto a HWE quanto a AHRE pediram ao Executivo de Desalegn que deixe de empregar força "letal" para atacar os protestos pacíficos dos oromo e liberte os manifestantes detidos de forma arbitrária.

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A AHRE advertiu também sobre o aumento da repressão excessiva e mortal contra manifestantes também na região de Amhara, lar do segundo grupo etnico mais importante do país, e em outras regiões da Etiópia.

Cerca de três milhões de pessoas celebraram no último domingo, em todo o país a Irreechaa, festividade em que os oromo agradecem à natureza pelos meios de vida que esta oferece ao seu povo ao final da estação de chuvas.




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