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Denúncia acusa Inep de favorecimento na escolha de gráfica responsável pelo ENEM

Denúncia afirma que funcionários do INEP teriam atuado para que a Valid Soluções S.A. fosse escolhida como substituta da Donneley, gráfica que fechou em abril deixando mil desempregados e sem direitos.

quarta-feira 22 de janeiro| Edição do dia

A gráfica Valid Soluções S.A., selecionada pelo governo Bolsonaro sem licitação para impressão das provas do ENEM, foi atacada por Weintraub após o escândalos de erros nas notas do exame que afetarem milhares de estudantes. Segundo denúncia, a escolha da empresa teria sido feita a partir de um favorecimento ilegal.

A denúncia afirma que "dois servidores do Inep teriam atuado com a Valid para garantir que a empresa passaria por todas as diligências necessárias no processo de seleção pública, como a inspeção de segurança e de produção, feitas em março”.

A Valid foi a gráfica escolhida após a Donneley, empresa responsável pela impressão das provas do ENEM desde 2009 ter fechado as portas. O fechamento da Donneley no Brasil foi um duro golpe contra os trabalhadores, que ao chegarem para trabalhar se depararam com as portas fechadas e uma imensa quantidade de policiais e seguranças particulares, que os impediam de pegar até mesmo seus pertences deixados nos dias anteriores.

Com um descaso escandaloso contra os trabalhadores, Donneley também teria sido acusada de direcionar processos de licitação. A Donneley, que supostamente havia declarado falência, foi desmascara por funcionários que relataram ao Estado de S. Paulo em abril que não havia indícios de falência na empresa.

Ao contrário do que Weintraub bradou nas redes sociais, o ENEM deste ano não foi um sucesso. Com temas importantes de fora, fruto da ofensiva ideológica desta direita asquerosa e reacionária, que insiste em saudar a ditadura militar, o processo foi repleto de erros por todos os lados, parte da política suja do governo e dos capitalistas.

Entretanto, tampouco podemos reivindicar esse método de seleção dos jovens para as universidades públicas, que anualmente deixa milhares de estudantes fora do ensino superior. É necessário lutar contra o vestibular, um verdadeiro filtro social, que este ano deixará cerca de 3,8 milhões de jovens fora da universidade. Casos como esse expõe ainda mais o descaso do governo Bolsonaro com a juventude e seu projeto privatista, de destruição dos serviços públicos para entregá-los às mãos dos capitalistas.




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