PRIVILÉGIOS DO JUDICIÁRIO

Deltan Dallagnol, da Lava Jato, enriquece com benefícios e auxílios da casta Judiciária

O coordenador da Força Tarefa da Operação Lava Jato no MPF recebe quase R$ 7.000 em benefícios por mês; incluindo R$ 4.377,73 em auxilio moradia, apesar de ter casa própria.

segunda-feira 5 de fevereiro| Edição do dia

Segundo recente reportagem, o procurador da república Deltan Dallagnol, famoso por coordenar a Força Tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, e um dos "cruzados da moral e ética" do Partido Judiciário, chega a receber R$ 6.659,73 em "verbas indenizatórias" a cada mês.

Estas benesses incluem auxilio-alimentação de R$ 884,00 e R$ 1.398,00 de auxílio-pré-escola, além, é claro, de R$ 4.377,73 de auxilio moradia, apesar do procurador possuir casa própria em Curitiba, onde mora, nada sujeito ao teto constitucional. O magistrado recebe tudo isso acima de seu (nada) humilde salário bruto de R$ 28.947,55 por mês. Para efeito de comparação, o salário mínimo do Brasil, ajustado em janeiro de 2018 é de R$ 954 por mês.

Essa descoberta nada chocante faz de Dallagnol mais um na longa lista de membros da alta cúpula do Poder Judiciário que exaltam o discurso do combate à corrupção enquanto aproveitam abundantes privilégios, pagos com o dinheiro dos trabalhadores.

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Da mesma forma que Marcelo Bretas não economizou na pouca vergonha defendendo seus privilégios desmerecidos no twitter, Dallagnol se defende através da assessoria do MPF, afirmando que não há problema no que faz, uma vez que ele se aproveita de uma liminar a respeito do auxílio que "não traz entre as vedações o fato de a pessoa possuir imóvel".

É rindo na cara da classe trabalhadora que tipos como Dallagnol, Bretas e Sérgio Moro saqueiam os impostos pagos pelos pobres para financiar seus salários de dezenas de milhares de reais, além de seus privilégios esplendorosos. Esses são só alguns exemplos dos membros de um dos judiciários mais caros do mundo, que são tratados como nobres às custa do nosso trabalho, não são eleitos por ninguém e depois afirmam querer um país justo e livre de corrupção.

Nós nos opomos decididamente contra esta casta privilegiada que diz querer combater a corrupção, mas que na verdade nada mais faz do que trabalhar a serviço da lei dos ricos, para atacar os direitos e a liberdade dos trabalhadores. Só o povo pode, de fato, tomando o judiciário em suas mãos, trazer a justiça! Defendemos que todos os magistrados e políticos sejam elegíveis e revogáveis por voto popular, e que recebam o salário de uma professora, acabando com os privilégios dos crápulas de toga e terno, e que se façam júris populares para efetivamente acabar com a corrupção do governo das elites do Brasil!




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