Internacional

ATO DA FIT EM ATLANTA

Dellecarbonara: "Unir os trabalhadores e oprimidos para derrotar os capitalistas"

O dirigente do sindicato dos metroviários falou no ato histórico da Esquerda no estádio de Atlanta na Argentina.

quinta-feira 24 de novembro| Edição do dia

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Leia abaixo discurso na íntegra:

Boa tarde companheiros e companheiras,

É com muita emoção que quero saudar esse histórico ato em Atlanta, destacando a presença dos companheiros que esse ano...

“... A BUROCRACIA SINDICAL. VAI ACABAR! VAI ACABAR! A BUROCRACIA SINDICAL. VAI ACABAR! VAI ACABAR! A BUROCRACIA SINDICAL.”

... Como eu dizia, com uma grande emoção saúdo a todos. Saúdo este histórico ato, destacando a presença dos companheiros, que nesse ano, ganharam o sindicato de pneus. Uma salva enorme para eles. Pelas comissões internas de Stani, uma em Córdoba, entre tantos outros. Fora a burocracia sindical de nossas organizações, companheiros!

Saudar os companheiros de SALÓN, de Donnelly, de Litoranea, da Casona, que em um ano com 900 mil demissões nos dão exemplo de como temos que enfrentá-los: tomaram suas empresas e as puseram a produzir. Agora precisam de todo nosso apoio. Vivam as direções operárias!

É uma alegria enorme também que estejam presentes aqui os companheiros que compartilhamos a luta de LEAR, que hoje é vermelha, exemplo de combatividade contra as patronais, contra os governos e contra a repressão estatal. Assim como centenas de trabalhadores docentes (professores), estatais, como os companheiros do SUTE (Sindicato Unido dos Trabalhadores da Educação), entre tantos outros. Com todos eles, temos sido parte das paralisações contra o governo aqui, inclusive contra direção kirchnerista de nossos sindicatos. Com esse respeito é que dizemos: Abaixo a trégua! Paralisação nacional ativa com plano de luta já! Para derrotar o ajuste de Macri e dos governadores!

Entretanto, companheiros, companheiras, não vim hoje aqui falar-lhes somente como dirigente do sindicato da SUTE, mas principalmente como militante socialista e revolucionário! Partindo de uma reflexão que foi fruto dos meus primeiros anos de luta: “Os sindicatos não podem ser para nós um fim em si mesmo, mas devem ser um meio para organizar todos os trabalhadores e oprimidos, reunindo nossas fileiras e colocando-as à serviço para derrotar o capitalismo e seus governos.”

A burocracia sindical não trai apenas nossa luta por salário, pelas demissões, pelos impostos do trabalho... mas também dividem as fileiras da classe operária. Quantas vezes nós temos visto, que estivemos aqui, esses burocratas milionários deixando para trás os terceirizados? Os desempregados? Ou dando as costas, diretamente, à enormes e diversas lutas populares? Frente a isso, frente a isso é que lutamos por sindicatos e comissões internas que estejam nas mãos de dirigentes classistas, que tomem em suas mãos a tarefa de defender os direitos dos terceirizados, dos precarizados, dos trabalhadores sem dinheiro, das mulheres! Para unirmos também com os desempregados, mas não para dar uma de “Papa”, como os burocratas da CGT que quem os deixar como trabalhadores precarizados, mas sim com um programa que reivindique trabalho para todos, com divisão igual dos locais de trabalho e salário igual à uma cesta básica familiar!

“UNIDADE DOS TRABALHADORES! E OS QUE NÃO GOSTAM, QUE SE DANEM! QUE SE DANEM! UNIDADE DOS TRABALHADORES! E OS QUE NÃO GOSTAM, QUE SE DANEM! QUE SE DANEM!”

Quero também repudiar as declarações do senador Pichetto, chefe da “Bancada da Frente para a Vitória”, contra nossos irmãos imigrantes. Por todos os direitos das mulheres trabalhadoras e os imigrantes dizemos:
“A CLASSE OPERÁRIA É UMA E SEM FRONTEIRA! A CLASSE OPERÁRIA É UMA E SEM FRONTEIRA! A CLASSE OPERÁRIA É UMA E SEM FRONTEIRA! A CLASSE OPERÁRIA É UMA E SEM FRONTEIRA”

Por isso, queremos ser os verdadeiros tribunos populares, que denunciam ... que denunciam todas as violências que sofremos os trabalhadores, as mulheres, as pessoas LGBTsI, a juventude, os imigrantes, para unir e colocar de pé essa enorme força para que a crise paguem os capitalistas! Para isso necessitamos de transformar nossas organizações pela base, denunciar a burocracia, para lutar por sindicatos, comissões internas, conjunto de delegados democráticos, combativos, e sobretudo, independentes do Estado – onde os trabalhadores decidam seus destinos nas assembleias, onde tenham garantidas todos os direitos das minorias, onde não existam burocratas pegando no pé de empregados, mas sim dirigentes que depois de um período voltam aos seus postos de trabalho como os ensinaram com sua postura exemplar os companheiros de SALÓN.

Agora, à essa altura, ninguém pode negar que a nova realidade política do surgimento da Frente de Esquerda, com dezenas de milhares de trabalhadores em todo o país pensam conjuntamente nas mesmas ideias de esquerda uma alternativa. Esse estágio lotado companheiros, é um exemplo que podemos construir uma nova história, uma nova tradição no movimento operário da Argentina. Milhares de companheiras e companheiros que estamos hoje aqui não somos apenas ativistas sindicais, mas sim nos transformamos em militantes políticos de nossa classe. Como parte dessa militância, inclusive muitos temos sido candidatos da Frente de Esquerda nas últimas eleições, enfrentando a nefasta ideia que promove o peronismo de conciliação de classes. Essa ideia que diz que os patrões são bons, que não nos exploram e os quais temos interesses em comum! Essa unidade, entre a luta sindical e a luta política, é uma ideia que a mim mesmo marcou como fogo. Estamos convencidos que a Frente de Esquerda pode ser um grande canal para emergir uma enorme força militante, sindical e política, que permita que esta experiência nova, essa nova tradição, se converta em histórica.

Este, companheiros, é o apaixonante desafio que temos pela frente! Quero os convidar, a todos, companheiras, companheiros, que a cada dia sejamos mais, trabalhadoras, trabalhadores, que lutamos para recuperar nossos sindicatos, por unir a classe operária ao mesmo tempo que desenvolvemos uma militância política que nos permita dar uma luta por um governo de trabalhadores como defende o programa da Frente de Esquerda!

QUE VIVA A UNIÃO DA CLASSE OPERÁRIA COM A ESQUERDA! VAMOS TRANSFORMAR A HISTÓRIA COMPANHEIROS!

Muito obrigado!




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