GENERAL MOURAO

Defensor da ditadura e amigo de Bolsonaro, Mourão pode ser candidato a presidente pelo PRTB

Admirador de torturadores e racista. General Mourão poderá ser candidato à Presidência da República pelo PRTB, mostrando o retrocesso que está sendo o envolvimento dos militares em meio a crise orgânica.

quarta-feira 9 de maio| Edição do dia

O general defensor da ditadura e de torturadores, Antonio Hamilton Mourão filiou-se ao PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) e poderá ser candidato à Presidência da Republica pelo partido. A sigla tem como tradicional postulante à Presidência Levy Fidélix. O mesmo já disse que abriria mão de sua candidatura para o general ocupar esse espaço.

Mourão filiou-se no inicio de abril ao partido, poucos dias antes do prazo legal para a disputa da eleição deste ano, mas o fato só foi divulgado agora. A direção do partido afirma que existe a possibilidade de uma candidatura do general.
Com isso, Mourão iria dividir com Jair Bolsonaro uma parte do eleitorado mais conservador. Os dois tem uma boa relação entre sí, e além de discurso reacionários e de extrema-direita, são admiradores de torturadores da ditadura militar como o Ustra. Além de também como o Bolsonaro, ter feito declarações racista aos negros e indígenas.

Não está descartada a possibilidade de ser formada uma chapa de Bolsonaro com Mourão. O que seria uma situação inusitada onde um general do Exército seria vice alguém com uma patente menor, como é o caso do Bolsonaro.

Na tarde de ontem, após uma reunião em Brasília, militares lançam 71 pré-candidatos do Exército para as eleições desse ano. Desde o inicio do ano com a Intervenção Federal no Rio de Janeiro, os militares estão cada vez mais ativos no cenário político. Como no durante o julgamento de Lula onde foram feitas ameaças por parte de generais que soltaram declarações em rede sociais para pressionar a decisão do STF. Agora havendo possibilidade de participação direta desse setor nas eleições é um sinal de um retrocesso absurdo.




Tópicos relacionados

Crise política   /    Exército   /    Bolsonaro

Comentários

Comentar