Educação

EDUCAÇÃO PÚBLICA

Declaração da Faísca: Não ao ataque do Banco Mundial contra a educação pública

sexta-feira 24 de novembro| Edição do dia

Por encomenda do governo golpista de Temer o Banco Mundial apresentou um relatório com o espetacular nome "Um Ajuste Justo" (?) onde debatia a "eficiência" dos gastos públicos. Nele, o Banco Mundial defende o fim da gratuidade no ensino superior.

Em um momento em que o Brasil é atravessado pelas consequências de um golpe institucional, com a implementação da reforma trabalhista e agora a tentativa de enfiar goela abaixo no fim de ano a reforma da previdência, a PEC 55 do teto dos gastos públicos já aprovado pelo golpista Temer não é suficiente pra destroçar a vida da população pobre, dos trabalhadores e da juventude.

Além de avançar cada vez mais em transformar a educação em um grande negócio lucrativo, aproveitando as boas investidas dos 13 anos do PT em enriquecer monopólios como a Kroton-Anhanguera - contando também com o silêncio da UNE - agora começam a estudar a possibilidade de acabar com o ensino superior público, que já é restrito à maioria da juventude. Em pouco mais de dois meses o Ministério da Fazenda "recomendou" o fim do oferecimento de ensino superior pela Estado do Rio como solução para a crise financeira, agora avançam.

Para o Banco Mundial, a universidade pública seria um fator para a manutenção da desigualdade social, apresentando uma visão completamente distorcida em seu relatório. O Banco defende que se reduza o gasto médio com o estudante de universidade pública, para equiparar esse gasto com o do estudante de universidade privada. É uma saída puramente capitalista.

Além disso, o relatório ainda propõe que haja um aumento no número de alunos por professor. Ou seja, manter políticas de congelamento de contratações, como ocorre na USP, Unicamp e diversas Universidades há alguns anos, e, diretamente, demitir para reduzir o quadro de docentes. O Relatório do Banco Mundial, em resumo, apresenta maneiras de precarizar ainda mais as condições de ensino e enterrar o ensino superior gratuito, com pagamentos de mensalidades, redução de professores e funcionários.

Sabemos bem que a desigualdade no acesso ao ensino superior é fruto de termos universidades públicas com vestibular, um verdadeiro "filtro social e racial", que todos os anos impede que centenas de milhares de estudantes ingressem em uma universidade. Da mesma forma, sabemos que nas universidades privadas são centenas de milhares de estudantes que se endividam para poder completar suas graduações, com cada vez menos direito ao FIESP e outras fontes de financiamento público.

É por isso que rechaçamos o Relatório do Banco Mundial e toda a política deste governo golpista. Não aceitamos a reforma trabalhista que quer destruir o futuro da juventude e a reforma da previdência que quer impedir as futuras aposentadorias de milhões de jovens no país.

Para acabar com a desigualdade na educação é preciso em primeiro lugar anular a PEC 55 e impor o não pagamento da dívida pública, pra que todo dinheiro seja destinado aos serviços públicos como educação. Lutamos por cotas raciais a população negra de cada estado mas exigindo o fim do vestibular em todas universidades. Todo sistema educacional Kroton-Anhanguera e as universidades privadas devem ser estatizadas, sem indenização e sob controle da comunidade universitária.

Para isso, precisamos construir uma forte luta, aliada aos trabalhadores, batalhando por uma alternativa ao que representa a maioria da direção da UNE nacionalmente que tem sido um braço direito das políticas petistas em sufocar a luta dos estudantes e perdoar os golpistas.

Abaixo o ataque do Banco Mundial que quer universidades a serviço do capital, lutemos por universidades a serviço dos trabalhadores e da maioria da população.




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