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LIVE | BREQUE INTERNACIONAL DOS APPS E PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

Debate sobre Breque dos Apps discutiu organização de entregadores e saídas para a crise

Com a presença de Galo, do Entregadores Antifascistas, Ricardo Antunes, professor da Unicamp, Cuyén, membra de La Red, que organiza trabalhadores precarizados na Argentina, e também Marcello Pablito, do Quilombo Vermelho e do MRT, o debate organizado pelo Esquerda Diário discutiu sobre espaços e formas de organização na luta dos entregadores internacionalmente, e sobre as saídas necessárias para superar a crise no Brasil.

domingo 19 de julho| Edição do dia

Em um debate extremamente importante frente à luta internacional dos entregadores por seus direitos, carregada pela força da luta negra nos EUA, e por uma situação de crise internacional, que descarrega diariamente todas as consequências da pandemia na classe trabalhadora, a Live organizada pelo Esquerda Diário discutiu os caminhos para avançar na luta dos entregadores e contra Bolsonaro, e respostas para vencer esta crise.

Cuyén, entregadora argentina, e parte de La Red, que organiza entregadores e trabalhadores precarizados no nosso país vizinho, falou sobre as ações tomadas lá para organizar os entregadores em sua luta. Falou sobre as assembleias organizadas em diversos locais que ajudam a que todos tenham voz e poder de decisão sobre essa luta, mostrando que pode ser um ótimo e importante meio para ajudar a luta de entregadores a avançar em nível internacional.

A La Red organiza diversos trabalhadores, e a partir dela, cria espaço para que esses lutadores, entregadores de app e de outras categorias, tenham a liberdade e espaços de atuarem como sujeitos políticos das próprias lutas.

A live também contou com Galo, do Entregadores Antifascistas, que fez falas inflamadas, e combatendo a visão de que entregadores são empreendedores, como as empresas de app tentam vender, de forma mentirosa, enquanto explora brutalmente entregadores.

Ele também falou sobre a importância da unidade. “Somos todos entregadores porque todos vendemos nossa força de trabalho, ele disse”, fazendo um chamado a todos os trabalhadores para que lutem por suas vidas. “Eu acredito na classe trabalhadora unida”, colocou ele. Junta, para, Galo, para enfrentar os patrões que lucram enquanto trabalhadores passam jornadas de mais de 12h em motos e bikes se arriscando na rua durante a pandemia.

Ricardo Antunes, professor da Unicamp, também falou sobre o processo de precarização do trabalho que vêm se desenvolvendo há tempos, em especial com a reforma trabalhista, e a necessidade dessa unidade entre os trabalhadores para fazer retroceder estes ataques.

Marcello Pablito, trabalhador da USP, e parte do Quilombo Vermelho, e do MRT, falou sobre o como chegamos até essa situação, com Bolsonaro presidente e ataques dos patrões de todos os lados, lembrando que o golpe de 2016 veio com a intenção de atacar ainda mais do que já se fazia antes.

Falou sobre a importância da unidade dos trabalhadores para não só se enfrentar com Bolsonaro, mas também com Mourão, os militares, e sem ter confiança em figuras marcadas da direita e deste regime que está totalmente degradado, como o Congresso, e o STF, que também tem suas mãos sujas com medidas que destruíram as condições de vida e trabalho da população brasileira.

Ele colocou a importância da organização independente dos trabalhadores, para que possam ser os sujeitos de mudar essa realidade, levantando o “Fora Bolsonaro e Mourão”, não para mudar os jogadores com novas eleições, mas para mudar as regras do jogo, e a partir da luta organização de trabalhadores, colocar de pé uma Assembleia Constituinte, Livre e Soberana, onde pudéssemos derrubar todas as leis que garantem a uberização, e aprovar medidas que garantam, por exemplo, o direito dos entregadores e todos os trabalhadores precários.




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