Política

ELEIÇÕES 2018

De "queridinho da Lava Jato" à falência da campanha: Alckmin perde apoio de aliados

De aposta perfeita da Lava Jato e do regime, plano de eleger Alckmin (PSDB) se mostra falido na disputa que se centra Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL), o "filho indesejado". A depender dos resultados do Ibope, que saiu ontem, campanha de Alckmin (PSDB) pode declarar falência definitiva ao perder aliados, com destaque ao "centrão".

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

terça-feira 25 de setembro| Edição do dia

O candidato tucano Geraldo Alckmin está levando uma campanha a passos de tartaruga. Ele deu uma pequena crescida desde a pesquisa do dia 18 deste mês (de 7% para 8%), mas o que o espera essa semana é se, de fato, os partidos do chamado "centrão" vão se manter aliados à sua campanha. Isso só vai acontecer se o picolé de chuchu subir, no mínimo, 4 pontos nas pesquisas. Se não acontecer, ele será abandonado uma semana antes do primeiro turno.

A equipe mais próxima de Alckmin baseia-se, apreensivamente, na campanha de Aécio Neves em 2014. Na época, Aécio se encontrava em terceiro lugar nas pesquisas e passou Marina Silva (Rede) nos dias da última semana antes do primeiro turno. Só que Alckmin está em quarto lugar. O desespero é tão grande que FHC chegou a soltar uma comparação com sua campanha de 1994 em entrevista ao Estadão em que dizia: “Em abril de 94 eu tinha apenas 11%, o Lula tinha 40%. Em outubro, ganhei no primeiro turno. O Geraldo é um corredor de maratona, não de 100 metros rasos. Às vezes você sai com velocidade de 100 metros e queima a largada.”. Nitidamente uma tentativa desesperada de levantar o moral do candidato de seu partido, que se encontra abalada.

E essa apreensão não é à toa, porque foram esses aliados, dos quais DEM, PP, PR, PRB e SD fazem parte, que garantiram ao tucano paulista mais tempo de TV com direito a pausa dramática entre os candidatos à presidência nessas eleições que não estão normais. Antes dessa saída que pretende ser discreta, os tucanos pensam em se apoiar num possível avanço de Haddad (PT) sobre o Bolsonaro, para alçarem uma campanha antipetista mais forte.

Figuras golpistas como Paulinho da Força, da central sindical que abre acordos com a FIESP, já tentam articular reuniões para fechar posições para o segundo turno. De qualquer forma, num cenário de altas manipulações do Judiciário, que se escancarou desde o início com a prisão do candidato com maior intenção de votos, com a proposta feita por Haddad de pacto com os golpistas, Alckmin está tentando se segurar na porta do navio que pode ser um Titanic.

Veja também: O PT quer transformar nosso ódio a Bolsonaro em pacto com os golpistas




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