Economia

DESEMPREGO

De maio a junho, mais 1,4 milhões entraram no desemprego, fruto dos ataques dos governos

Entre a primeira semana de maio e a primeira de junho, cresceu em 1,4 milhões o número de desempregados no Brasil. São 11,2 milhões de desempregados no total, sem contar o desalento. Dado é resultado da política que salva empresas e bancos, e larga trabalhadores à própria sorte

sexta-feira 26 de junho| Edição do dia

Não bastasse a brutal crise sanitária, que já condenou mais de 55 mil brasileiros à morte pelo COVID-19, a crise econômica vem a cada mês mostrando que as consequências da pandemia serão de longo prazo, em especial no campo da economia.

São 11,2 milhões de desempregados hoje no Brasil (número descarta os que deixaram de buscar trabalho, que incluindo chega a mais de 30 milhões). A alta de mais de 1 milhão em 1 mês é mostra dos frutos da crise, e das políticas de governos, que injetam dinheiro para as empresas, mas não dão nenhuma garantia contra as demissões.

As MPs de Bolsonaro, que autorizam a redução de jornadas e salários, e as suspensões de contrato, vieram com um demagógico discurso de “evitar demissões”. Mas na MP nada se fala proibindo patrões de demitirem, e os casos seguem acontecendo.

Apoiadores de Bolsonaro, como Luciano Hang, o “veio da Havan”, e o dono do Madero, são alguns dos que mais demitem em meio a pandemia, deixando milhares de famílias na rua. A LATAM também quer entrar na lista, com bastante “luxo”, com as 2000 demissões que anunciou, de forma completamente absurda.

Diversos locais de trabalho, restaurantes, centros de atendimento de telemarkenting, fastfoods, demitiram milhares de trabalhadores em meio à pandemia, o que agrava ainda mais as condições não só da crise econômica, mas da sanitária também, afinal são famílias que são jogadas na rua, e tem de enfrentar sem renda toda essa situação.

Por isso nós do Esquerda Diário defendemos que deve ser proibida toda e qualquer demissão em meio à pandemia. Como parte de impedir a devastação econômica da classe trabalhadora, que hoje não pode contar com vários de seus sindicatos para sua defesa, já que as centrais sindicais como CUT e CTB, vem cumprindo o papel de ajudar as patronais a enfiar goela abaixo as MPs de Bolsonaro, e a implementação da Reforma Trabalhista em diversos lugares onde não havia ainda sido aplicada. Mas é necessário batalhar para impedir esses ataques, como parte de defender a vida da classe trabalhadora. Empresas que demitirem seus funcionários em meio à pandemia tem que ter suas empresas expropriadas! Basta de os lucros valerem mais que vidas!




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