Política

RIO DE JANEIRO

De educadores para policiais: Witzel homenageia algozes das crianças do RJ no nome das escolas

Witzel irá reabrir escolas, alterando seus nomes de educadores, escritores e artistas para homenagear policiais militares. A medida busca se aproximar da política reacionária de Bolsonaro de "escolas cívico-militares".

terça-feira 28 de janeiro| Edição do dia

O Diário Oficial desta segunda-feira (27) anunciou a criação de nove escolas estaduais no Rio de Janeiro, sendo que oito passam a ter nomes homenageando policiais e bombeiros militares.

Na cidade de Ágatha, assassinada por policiais militares, as novas escolas substituem outras que já existiram, e que homenageavam professores, escritores e artistas, como Rachel de Queiroz, Carlos Heitor Cony, Zilda Arns e Luiz Melodia.

A justificativa do secretário da Educação do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes, a medida foi tomada porque não poderiam abrir novas unidades e como parte do que chamam de "solução", reabriram escolas com o nome de figuras do aparato repressivo do Estado.

Veja também: O Rio de Janeiro como laboratório de repressão e a brutal morte de Ágatha

A mudança corrobora com o projeto de escolas cívico-militares de Bolsonaro, e apoiado pelo reacionário Witzel (PSC) e grande parte da extrema-direita saudosa da ditadura militar e que segue se apoiando com força nas polícias e no exército para reprimir a população, em específico a juventude negra, diante da gigante crise econômica que atinge em cheio esses setores.

Somente este ano, duas crianças foram baleadas em ações policiares nas favelas cariocas. Nesta segunda-feira, no exato dia em que o Governo Witzel resolver homenagear o algoz das populações das comunidades cariocas, Arthur Gonçalves Monteiro, de 5 anos, levou um tiro na cabeça, enquanto acompanhava o pai em uma partida de futebol no Engenho Novo.

Veja também: Polícia racista de Witzel matou 1 de cada 3 vítimas de homicídio no RJ

As mortes causadas pela ação violenta e assassina das forças repressivas do Estado nas favelas cariocas enche as mãos de Witzel e Crivella, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, de sangue de crianças e jovens, negros e negras, das periferias. Por trás da luta "contra as drogas" existe uma política de extermínio da população negra legitimada pela polícia e pelas instituições, como o Judiciário. Repudiamos esta política e a homenagem de "figuras" que representem esta política racista e assassina contra os trabalhadores e população.




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