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quarta-feira 25 de maio | Edição do dia

Imagem: Gustavo Tilio

No dia 23 de maio aconteceu a primeira mesa de negociação em torno da data base dos servidores municipais de Campinas. Depois de anos sem qualquer reajuste salarial, em um contexto inflacionário dramático que corrói o poder de compra da população, Dário Saadi (Republicanos) apresentou a proposta de 0% de reajuste para a categoria.

Dário Saadi que nada demorou para reajustar em quase 10% seu próprio salário e o de seus secretários tem enrolado a categoria com a ajuda da própria direção do STMC. A assembleia que ocorreu logo em seguida a mesa de negociação teve uma presença significativa de trabalhadores indignados com a prefeitura.

No entanto, para o STMC, a assembleia não passava de uma reunião de informes sobre a negociação. Mais uma vez, o sindicato fez questão de demonstrar seus compromissos com a administração. O STMC, que apoiou a provocação do prefeito do Bônus de 800 reais, argumentando que deveríamos esperar passivamente o mês da data base, insiste agora que esperemos a próxima mesa de negociação sem organizar nenhuma medida de luta.

Um setor importante da categoria ao saber da nova provocação da prefeitura clamou pela organização de uma greve, pois sabem que as negociações a portas fechadas, com comissões de negociação que a categoria não elegeu, muito menos controla, são métodos inofensivos para conquistarmos nossas demandas. É corretíssimo o sentimento de que somente nossa luta, com métodos radicalizados e democráticos podemos conquistar nossas demandas e barrar os ataques que sofremos seja dos governos municipais e estaduais, seja do governo Bolsonaro! No contexto atual, onde muitos sindicatos, inclusive os dirigidos pelos PT e PCdoB, abrem verdadeiras tréguas, evitando enfrentamentos para não atrapalhar as eleições, as greves e a unificação dos setores em luta, é a verdadeira solução para a dramática situação dos trabalhadores e da população.

A atual direção do sindicato já possuía relações estreitas ao PSB, do ex-prefeito Jonas Donizette, e agora do inimigo do funcionalismo paulista Geraldo Alckmin, mantém proximidade a gestão reacionária dos Republicanos. Nunca é de mais lembrar que Dário Saadi faz questão de apoiar e manter como aliado setores bolsonaristas da cidade e que já está em campanha aberta a favor de Tarcísio, seu companheiro de partido e ex-ministro de Bolsonaro, para o governo estadual.

Essa direção pelega, está desde o começo do ano, jogando todos os seus esforços para impedir uma mobilização da categoria. Mas o que foi visto no paço no dia 23 é um setor de servidores dispostos a ir para a luta. Passamos por uma conjuntura que outras greves começam a surgir, e Dário já precisou se enfrentar com a força dos trabalhadores terceirizadas nos últimos meses.

Por isso, é fundamental organizar a presença massiva da categoria na assembleia do próximo dia 31, exigindo que se discuta um plano efetivo para organizar uma greve da categoria, organizada desde a base! Basta de enrolação e compromissos com a prefeitura!

Para que nossa luta não esteja nas mãos da direção pelega, propomos que a comissão de negociação seja eleita na assembleia da categoria. É a mobilização pela base, a organização democrática da nossa luta e unidade com as trabalhadoras terceirizadas que estiveram em luta recentemente, poderão arrancar nossas demandas como um reajuste salarial de fato que cubra as perdas dos últimos anos de salário congelado e a desvalorização devido a inflação.




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