Educação

ASSEMBLÉIA DE PROFESSORES DE SP

Danilo Magrão exige da CUT paralisação nacional em 10 de maio

Danilo Magrão é professor de Campinas e diretor da APEOESP pela oposição ao PT. Veja o vídeo da intervenção na assembléia de 29/4, onde chama solidariedade aos secundaristas que estão em ocupação e exige que a CUT e a APEOESP rompam a paralisia na luta contra o golpe e os ajustes e convoquem uma verdadeira paralisação nacional dia 10/5, conforme resolução da Executiva Nacional da CUT.

sábado 30 de abril de 2016| Edição do dia

Conforme é possível ver no vídeo, Danilo Magrão, iniciou sua fala saudando a luta dos estudantes secundaristas que estão ocupando o Centro Paulo Souza e outros setores da educação em luta e que são a base para enfrentar a situação política nacional. Por proposta de Danilo Magrão, também se aprovou a ida em ato da assembleia para prestar solidariedade ativa aos estudantes que estão em ocupação.

Em sua fala, Magrão chamou a enfrentar os reacionários que aprovaram o impeachment na Câmara e resistir ao golpe institucional em curso. Que isso colocava dois desafios e tarefas. A primeira é estar no Anhagabaú no único ato do 1/5 em São Paulo que vai se posicionar contra o golpe. E exigiu um plano concreto de mobilização na categoria. Contra a proposta de passividade de toda a direção da APEOESP, tanto a maioria do PT, quanto a oposição que estavam propondo uma nova assembleia somente para o dia 24. Denunciou que o ideal era que a categoria já pudesse votar greve no dia de ontem, 29/4, mas que não foi possível porque a direção do sindicato não mobilizou nada. Mas que o mínimo que deveria ser feito era votar a paralisação com assembleia para o dia 10/4, exigindo que a CUT seja consequente com a resolução que publicou pela Executiva Nacional da CUT de um dia de paralisação nacional, e propôs que a greve se iniciasse no dia 10/5. Fez uma exigência que se paralise os principais centros dos trabalhadores do país, dizendo que era necessário a CUT e a Apeoesp sairem da paralisia e que somente alguns atos não podem barrar o golpe e que era necessário mobilizar os trabalhadores na base junto com a juventude.

A resolução da Executiva Nacional da CUT a qual Magrão se refere é esta de 27/4:

"Construir uma paralisação nacional no 10 de maio que interrompa a produção, o transporte, o setor público e o comércio e sinalize para a burguesia e aos senadores que haverá muita luta, se passar o golpe. Desde logo, devemos ir debatendo e construindo essa paralisação, que deverá ser antes da votação da continuidade do impeachment no Senado, prevista para 11 de maio."

Entrevistado pelo Esquerda Diário, Danilo Magrão comentou que: “Lamentavelmente a assembleia não organizou uma luta séria nem orientou a construção de uma paralisação no dia 10/5. A direção da Apeoesp não é consequente nem com as resoluções da sua própria central. Nós vamos batalhar na base para construir um grande dia de paralisação nacional este dia, exigindo em todas as categorias onde estamos que a CUT rompa sua paralisia e organize a greve pela base nesse dia, a partir de assembleias nos locais de trabalho. Levaremos também no 1/5 essa exigência com todas as nossas forças, chamando a radicalizar a luta contra o golpe com greves pela base no 10M”




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