Política

CAXIAS DO SUL

Daniel Guerra e Crivella: As ilusões se escondem nos detalhes mais sombrios

No pleito deste último domingo, correspondente ao segundo turno das eleições na cidade de Caxias do Sul, a população conheceu o prefeito que estará à frente do executivo caxiense.

quarta-feira 2 de novembro| Edição do dia

Salvo as proporções de analise sobre as diferenças entre a cidade do Rio de Janeiro e Caxias do Sul referente a disputa eleitoral, essas foram duas de outras cidades que o PRB saiu vitorioso.

O candidato Daniel Guerra apresentou-se como “o novo” ou o candidato da “renovação”, partindo de um programa do “político gestor”, este discurso ecoou na boca de outros candidatos, como por exemplo o filhote da ditadura Marchezan Junior (PSDB) em Porto Alegre e o Bispo Crivella (PRB) no Rio de Janeiro que também ganharam as eleições nos seus respectivos municípios.

A vitória dessa legenda (PRB) não expressa nada de novo, mas sim o que existe de mais retrógrado (atrasado).

O candidato golpista Néspolo (PDT) que disputava o segundo turno e seus mais 21 partidos coligados, tampouco representavam algo de diferente nessa eleição, pois salvo pequenas diferenças, todos esses candidatos e suas coligações, representam a elite burguesa branca caxiense e indiferente o resultado do pleito continuariam governando com os ricos e para os ricos de Caxias.

O programa político levado a cabo pelo candidato Daniel Guerra e futuro prefeito da cidade, como anteriormente abordado no texto, teve como principal marca de campanha a venda da ideia de “gestor competente”, isso significa que, sua lógica é administrar a cidade como uma empresa e ele seria o gestor responsável por Caxias “começar a dar certo”. Esse discurso só deixa clara a essência que corresponde o parlamento: “um balcão de negociação da burguesia” contra os interesses da classe trabalhadora e a juventude pobre.

Da mesma forma que funciona uma empresa com seus gestores (donos) atuando contra os trabalhadores, pois somos nós que produzimos as riquezas, porém não ficamos com elas, pois estas riquezas ficam nas mãos dos patrões (exploração dos trabalhadores), isso quer dizer, Daniel Guerra, Néspolo e tampouco diferente seria com Pepe Vargas (PT) ou Assis Melo(PC do B), todos administrariam “tão bem” o capitalismo, pois usam suas candidaturas aos interesses da elite empresarial da cidade.

Por isso, como já exposto aqui no Esquerda Diário o caminho infelizmente nessas eleições em Caxias, por não haver uma candidatura anticapitalista a serviço das lutas da classe trabalhadora e da juventude que pudesse enfrentar efetivamente os golpistas e os donos do capital e que nem perto disso se expressou com o programa do PSOL na cidade, a única alternativa foi o voto nulo consciente.

Nem longe de se admirar, foi que passada as eleições o candidato que ficou em terceiro lugar na “disputa” Pepe Vargas (PT) publicou uma nota em seu facebook, parabenizando o candidato Daniel Guerra e colocando-se a disposição para ajudar no que for possível o governo de Guerra.

Não é de admirar-se, pois o PT caxiense pipocou dubiamente em sua nota referente ao segundo turno, dizendo que não apoiaria nem Guerra e nem Néspolo, mas entendendo caso sua militância migrasse seu voto ao candidato Guerra.

Diante de tudo isso, qual a diferença entre Daniel Guerra (PRB) e os demais candidatos?

A questão central é que o PRB (mesmo partido de Crivella no Rio), possui influência da grande e poderosa Igreja Universal, representantes do que existe de mais retrógrado e conservador na sociedade. Discursos de ódio e ataque aos setores LGBTS, negros e mulheres, tudo isso sustentado a um enorme fanatismo religioso alicerçado ao grande capital.

Mesmo que Daniel Guerra em sua campanha não tenha destilando reacionarismo como fez Crivella no Rio, eles fazem parte do mesmo projeto e por isso não existe nada de novo nisso, nada de progressista e sim de um retrógrado e reacionário projeto de sociedade apoiado por Bolsonaro, Bispo Edir Macedo, entre tantos outros.




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