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Dando sequência ao desmonte, Petrobras anuncia novo plano de demissões

É o terceiro PDV anunciado pela estatal somente neste ano. O PDV se soma a venda de diversos outros ativos, como refinarias e a privatização da BR Distribuidora, e é mais um passo para o desmonte integral da estatal.

sexta-feira 27 de setembro| Edição do dia

A Petrobras lançou nesta quinta-feira (26) mais um Programa de Desligamento Voluntário (PDV), desta vez exclusivo para os empregados que trabalham no segmento administrativo. A estatal não informou a estimativa de quantos empregados devem aderir ao programa. É o terceiro PDV oferecido aos empregados neste ano.

O primeiro PDV deste ano foi para os aposentados pelo INSS até junho de 2020. O segundo foi direcionado aos empregados das unidades que estão sendo entregues ao capital privado.

Como vemos, os planos de demissões são mais um passo no desmonte e entrega da estatal, dando sequência a estratégia de Paulo Guedes e o atual presidente da Petrobras Roberto Castello Branco. Sob o eufemismo de "desinvestimento", a intenção dos dois é enxugar ao máximo a empresa vendendo todos seus ativos, sem se preocupar com questões estratégicas ou com seus trabalhadores.

No novo posicionamento, a companhia reforça a prioridade da “geração de valor para o acionista”. Mas a sede de lucros do capital não tem limites, somente no segundo trimestre de 2019 a Petrobras teve um lucro líquido de R$ 18,866 bilhões, alimentado pela venda de 8 das 13 refinarias da estatal, além do controle acionário da BR Distribuidora, líder do mercado de gás natural.

Seguindo a estratégia de privilegiar a exploração e produção de petróleo, mas com um incoerente recorte regional. A ideia é manter apenas as cinco unidades localizadas em São Paulo e no Rio. Somente o Nordeste seria alvo dos ataques.

Fim do acordo coletivo e indicativo de greve

Ao mesmo tempo em que passam todos esses ataques, o acordo coletivo da categoria vencerá em 1º de outubro, estando sob negociação com mediação do TST (Tribunal Superior do Trabalho) desde agosto.

A FUP (Federação Única dos Petroleiros) afirmou ao tribunal nesta quinta (26) que não levará os termos a votação da categoria e pediu mais prazo para negociar.

Enquanto passam todos esses ataques, a FUP e a FNP, principais sindicatos da categoria de petroleiros, mantém os trabalhadores como espectadores do desmonte. Em assembleias, os sindicatos aprovaram indicativo de greve em caso de suspensão unilateral dos direitos estabelecidos no acordo vigente.

É preciso se enfrentar com a entrega dos recursos naturais do país ao imperialismo e ataques aos trabalhadores. Os recursos do país não podem servir para enriquecer bilionários estrangeiros e nacionais, mas sim para atender as necessidades do povo, como educação, saúde e emprego. Com uma Petrobras 100% estatal e controlada pelos trabalhadores seria possível garantir segurança e racionalidade operacional à produção, por fim às demissões e garantir à toda população que estes recursos sejam usados em prol do povo brasileiro e não da rapina imperialista e da corrupção.




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