Política

ESTADO E IGREJA

Dallagnol afirma que igreja tem importância no combate a corrupção

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

sexta-feira 16 de setembro| Edição do dia

Na entrevista o Procurador da Republica no alto do seu pedestal fala que a sociedade precisa deixar de ser vitima e começar a ser "protagonista’’ do seu futuro. Fala ainda que o "combate a corrupção’’ precisa do protagonismo das entidades civis e que a igreja cumpre um papel importante, pois o Procurador da Republica tem a "convicção’’ de que a igreja é uma instituição que tem como principal objetivo o "amor ao próximo e a sociedade’’. Cinicamente no vídeo, fala que o combate a corrupção que o MPF está fazendo trará mais recursos para a população carente.

Para o advogado, as pessoas tem que deixar de praticar a pequena corrupção do dia – a – dia pois gera uma suposta tolerância e que as 10 medidas adotadas contra a corrupção fará com que as pessoas queiram ficar longe da corrupção. No final da entrevista, convoca a população a ter "atitude’’, e que faça abaixo assinado em torno das 10 medidas.

Como denunciamos anteriormente, as 10 medidas contra a corrupção não visa combatê-la, mas sim fortalecer o judiciário e suas medidas repressivas. Uma pesquisa feita no site do Youtube, podemos ver vários vídeos de Deltan Dallagnol dando palestras para a igreja Batista. Isso mostra que além de fazer bravata contra a corrupção, ignorando a existência do Estado Laico ao propor apoio de uma instituição religiosa na criação de leis nacionais.

Para quem conhece a historia das Igrejas, seja evangélica ou católica, sabe que é falacioso o discurso de que a igreja pode combater a corrupção no país. A mesma igreja que Dallagnol tem a "convicção’’ que ira combater a corrupção é a mesma que possui inúmeros privilégios dados pelo Estado, como a isenção de impostos, além de não pagarem IPTU, IPVA e muita das vezes até ICMS.

É a mesma igreja que no Brasil, possui uma bancada com membros filiados nos partidos mais corruptos brasileiros. Esta bancada é composta por políticos que possuem inúmeros privilégios como altos salários e benefícios que a maioria da população não possui. Estes políticos que estão dentro destas instituições religiosas, já foram acusados em vários escândalos, como o Pastor Marco Feliciano que chegou a propor sexo em troca de um cargo importante para uma integrante do seu partido. Este machista chegou a assediar a integrante do seu partido.

Vira e mexe sai noticia nos jornais tradicionais de que pastores extorquem dinheiro da população através do dizimo. No site Youtube existe inúmeros vídeos de figuras publica da igreja evangélica, como o Bispo Edir Macedo ensinando a outros pastores como tirar dinheiro dos ‘’fiéis’’. O mesmo Marco Feliciano que foi acusado de estupro possui um vídeo que ele pede que os ‘’fiéis’’ deem o cartão para ele.

Se a igreja evangélica é conhecida por estes escândalos, a igreja católica também possui os seus ‘’podres’’. Esta igreja foi capaz de assinar um acordo com os fascistas da Itália, para ganhar um terreno para construir a sua própria nação. O Vaticano, pequeno país que fica dentro da Itália, possui uma riqueza muito maior do que a maioria dos habitantes mais pobres do continente Africano.

Os setores mais conservadores da Igreja Católica apoiaram os golpes militares que ocorreram na América Latina. A OPUS DEI, considerada um dos principais grupos conservadores da Igreja Católica, tem como membro o atual governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin que tem membros do seu governo envolvidos no escândalo da merenda escolar, mas também no caso da Alstom.

A corrupção não será combatida nem pelo Judiciário arbitrário, muito menos pelas Igrejas, pois são instituições que fazem parte deste jogo que gera acordos espúrios. É preciso uma luta independente dos trabalhadores que lute contra impunidade, mas também que se enfrente contra a arbitrariedade do Judiciário. Esta luta tem que ter como objetivo, uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana capaz de questionar este regime corrupto.




Tópicos relacionados

Política

Comentários

Comentar