Dados mostram que pico de mortes de profissionais da saúde se deu com reabertura do comércio

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo revelam que cerca de 26% dos profissionais da saúde em São Paulo já tiveram Covid-19. Sem alarme por parte de Covas ou Doria, dos 90 mil profissionais do município, 23.679 já foram infectados pelo coronavírus desde o início da pandemia até julho de 2020 e 45 faleceram em decorrência da doença. Segundo a análise da secretaria, o número voltou a crescer em meados de junho, quando atingiu um pico, com quase 200 casos confirmados, mais de 1.000 em investigação.

sábado 15 de agosto| Edição do dia

O Brasil é um dos recordistas em mortes de profissionais da saúde por coronavírus. Segundo a análise da secretaria, a elevação de casos entre os profissionais de saúde aconteceu entre os dias 28 de março e 17 de maio e o número voltou a crescer em meados de junho, quando atingiu um pico, com quase 200 casos confirmados, mais de mil em investigação e mais de 800 descartados. Além disso, na última quinta-feira (13), a cidade de São Paulo registrava 3.931 profissionais da saúde afastados, sendo 1.117 em razão da Covid-19 e 2.787 devido a síndrome gripal; número segue a realidade de toda população, pois em em junho também houve um pico de registros de pessoas com síndromes gripais na capital paulista. No dia 1º do mês foram registrados 9.706 casos da doença; destes, 3 mil foram diagnosticados com a Covid-19. Sem contar a enorme subnotificação devido à falta de testes massivos.

Certamente, essa situação é fruto da manobra do prefeito Covas e do governador Doria para reabrir os estabelecimentos e flexibilizar ainda mais a quarentena que já foi completamente não planejada. Basta vermos que justamente quando começam as reaberturas, foi quando houve os picos.

Fica claro é que a flexibilização da quarentena aumentou muito a exposição dos trabalhadores que são linha de frente, como é o caso da saúde, transporte e outros serviços essenciais. A exposição desnecessária imposta à população e aos trabalhadores, desmascara todo a demagogia do discurso de responsabilidade de Doria e Covas que fingiram oposição consequente a Bolsonaro, mas que demonstraram que também estão preocupados é em salvar os lucros dos capitalistas e não as milhares de vidas.

Prestamos solidariedade a todas os trabalhadores da saúde e aos demais trabalhadores que têm enfrentado com muita força essa crise. Para que tenha de fato recursos para garantir proteção necessária para todos os profissionais da saúde é preciso levantar o não pagamento da dívida pública, taxar as grandes fortunas e lutar por um sistema de saúde pública sob controle dos trabalhadores. Além disso, é urgente batalhar por um plano de reconversão das indústrias têxteis e outras mais que possam produzir EPIs e outros insumos, sob controle auto-organizado dos trabalhadores para garantir as condições de biossegurança.




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