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Da direita à esquerda, acordão de Rodrigo Maia deve garantir sua reeleição ainda em primeiro turno

Articulação da bancada governista com PP, MDB e PTB deve reeleger, pela segunda vez, Rodrigo Maia (DEM-RJ) ainda no primeiro turno para presidir a Câmara, segundo reportagem da Folha de São Paulo.

terça-feira 29 de janeiro| Edição do dia

Foto por: Sergio Lima/Poder 360

Rodrigo Maia foi eleito pela primeira vez em 2016 após a renúncia de Eduardo Cunha. Com o apoio dos setores golpistas da Câmara foi reeleito em 2017 e agora conta com o apoio ainda do PCdoB, PDT e do governo Bolsonaro.

A outra candidatura que poderia levar a eleição a um segundo turno era do líder do PP na Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Segundo declaração do parlamentar à Folha de São Paulo, “Eu não consegui viabilizar um bloco de centro-esquerda. Por isso, não sou mais candidato.”

Tanto Rodrigo Maia e o DEM, com o apoio do governo Bolsonaro, quanto o PP, partido de Jair Bolsonaro durante anos, jamais farão oposição ao governo em prol da população, como defende risivelmente o PCdoB. Uma frente ampla do PT, PCdoB com um chamado campo democrático não é capaz de barrar os ataques que tem vindo contra a população pobre e a classe trabalhadora, como essa votação já demonstra.

É preciso um plano de lutas sério, que organize as forças da classe trabalhadora, exigindo o fim das tréguas e acordões. Nenhuma oposição parlamentar irá resolver o que somente a nossa luta pode colocar fim: os ataques que esse governo quer impor. A oposição parlamentar é uma grande falácia sem estar ligada à força dos trabalhadores, das mulheres, dos LGBTs, e da juventude nas ruas, em cada local de trabalho e estudo, atuando com os nossos próprios métodos de resistência.




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