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PODER JUDICIÁRIO

DNA golpista do STF garante impunidade a Aécio Neves

O ministro Gilmar Mendes, do STF, a pedido da PGR mandou arquivar mais um inquérito contra Aécio Neves, desta vez quanto a seu acobertamento do “Mensalão Mineiro”.

quarta-feira 24 de outubro| Edição do dia

Imagem: Pragmatismo Político

Nesta terça feira (23/10) o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, acatou um pedido da Procuradoria Geral da República para arquivar mais um inquérito contra o ex senador Aécio Neves. Segundo Raquel Dodge, não haveria “provas mínimas” necessárias para prosseguir com a investigação.

O inquérito - já o segundo deste ano contra Aécio Neves do qual ele se livra graças ao STF - investigava um esquema de Aécio, delatado pelo senador cassado Delcídio do Amaral (ex PSDB), de ocultar dados bancários do extinto banco rural durante a investigação da CPI dos Correios, em 2005 (da qual surgiu o escândalo do Mensalão Petista) para esconder operações que delatariam seu papel central no Mensalão Mineiro. No esquema, Aécio teria pedido ao então senador Delcídio do Amaral para prolongar o prazo para entrega de informações de operações financeiras pelo banco rural, para que se Aécio tivesse tempo de maquiar os dados para se livrar de quaisquer provas de seu esquema de compra de votos no Estado de Minas Gerais, enquanto foi governador.

Segundo a delação premiada de Delcídio, "[Disse] que, foi com surpresa que percebeu, ao receber as respostas, que o tempo fora utilizado para maquiar os dados que recebera do Banco Rural; […] que os dados atingiriam em cheio as pessoas de Aécio Neves e Clésio Andrade, governador e vice-governador de Minas Gerais”.

Mais uma vez o STF, assim como o conjunto do judiciário, em sua empreitada de “combate à corrupção” mostra sua arbitrariedade nos julgamentos e acusações. A mesma PGR que apresentou a acusação frente à delação de Delcídio do Amaral agora descarta a investigação por supostamente não haver “elementos suficientes para fundamentar a continuidade do inquérito”. E isto depois de, pelo menos motivo, liberar Aécio mais cedo este ano, da investigação sobre seu envolvimento no esquema de Furnas.

Enquanto o judiciário usa de toda sua força para manipular as eleições, e das medidas mais autoritárias e enviesadas para perseguir inimigos políticos; enquanto usa de “convicções sem provas” e vaza delações já descartadas para efetuar prisões e influenciar as eleições; enquanto mantém Lula preso, e o proíbe de dar entrevistas, efetivamente agindo como árbitros das eleições em prol da agenda de ataques do golpe, o STF e a PGR mostram sua verdadeira cara, mantendo Aécio livre e salvo de qualquer investigação, assim como o conjunto do PSDB. O golpismo do judiciário fica escancarado quando mostram que não poderiam se importar menos com as idas e vindas dos esquemas de corrupção próprios do Estado capitalista, e que querem, sim, armar-se enquanto casta política bonapartista para arbitrar sobre os destroços da “democracia” brasileira e consolidar uma reescrita mais à direita do regime de 88, o que vêm fazendo desde o golpe.

Não é para “acabar com a corrupção” que o autoritarismo judiciário investe e governa cada vez mais os rumos da política nacional. O fazem que objetivos claros de colocarem-se como poderes de facto não eleitos que possam escolher quem entra e sai do poder para melhor servir à agenda de ataques do golpismo, hoje representada pelo candidatura racista, homofóbica, misógina e autoritária o ultra direitista Jair Bolsonaro, e seu General-vice Hamilton Mourão, apoiada em grande medida pelo judiciário (com direito a post da mulher de Sérgio Moro) e pela entreguista e golpista alta cúpula das forças armadas. A direita e os partidos burgueses, com os mil laços que têm com a casta judiciária sempre será, ao máximo possível, poupada da caça às bruxas da Lava Jato. É nesse sentido, que torna-se evidente a necessidade do fim dos privilégios dos juízes! Que sejam eleitos e revogáveis, e ganhem o mesmo que uma professora! E que casos de corrupção sejam julgados por júris populares! Para pôr fim à boca livre de tipos como Aécio Neves, e outros de todos os partidos golpistas frente à conivência do judiciário.




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