Política

Governo Bolsonaro mantém dossiê de antifascistas para organizar perseguição política

O dossiê possui nomes, fotografias e endereços de redes sociais das pessoas monitoradas. A ação ocorreu após Bolsonaro ter afirmado que os antifascistas são "grupos de marginais, terroristas, querendo se movimentar para quebrar o Brasil”.

sábado 25 de julho| Edição do dia

O Ministério da Justiça colocou em prática em junho uma ação sigilosa sobre um grupo de 579 servidores federais e estaduais de da educação e segurança identificados como antifascistas.

O dossiê possui nomes, fotografias e endereços de redes sociais das pessoas monitoradas.

A ação ocorreu após Bolsonaro ter afirmado que os antifascistas são "grupos de marginais, terroristas, querendo se movimentar para quebrar o Brasil”.

Tudo isso num contexto em que vemos cada vez mais militares com espaço para gerir esse regime.

A ação expressa, mais uma vez, o autoritarismo do governo Bolsonaro e a clara intenção de organizar uma perseguição. A prática de censura e perseguição política é herdeira da ditadura militar, período nefasto da história, apoiado e financiado pelo imperialismo norte-americano, que Bolsonaro e seus apoiadores reivindicam.

E por falar em imperialismo norte-americano, o deputado Douglas Garcia do PSL chamou de “atividades terroristas”, e que enviava “para a embaixada dos Estados Unidos, e para consulados americanos no nosso país para que tenham ciência, um dossiê com nomes de pessoas em território brasileiro com suspeitas de associação e participação ativa nesses grupos”. Garcia lembrou que o presidente Donald Trump, de quem Bolsonaro tanto é capacho, anunciou que reconheceria o grupo ANTIFA como terrorista, uma intenção que o americano expôs à luz dos protestos antirracistas que ele vem enfrentando nos Estados Unidos.

Denunciamos a perseguição política, repressão e censura que Bolsonaro quer impor aos que lutam contra as opressões e contra a política reacionária e autoritária que este tenta impor. Somos ainda inteiramente contra o imperialismo que apoia e financia diretamente lacaios como Bolsonaro para submeter ainda mais os países pobres à sua dominação e exploração.

Fora Bolsonaro, Mourão e militares! Por uma Assembleia Livre e Soberana que muda todas as regras desse regime e não somente os jogadores, colocando os trabalhadores e a maioria do povo para decidir os rumos do país, em meio ao debate democrático e a oposição burguesa ao debate democrático poderia-se melhor avaçar para que os trabalhadores vejam a necessidade de lutar por um governo operário de ruptura com o capitalismo.




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