Política

CCJ

DEM e 40 deputados votaram pela impunidade Temer

Corruptos, milionários, políticos cheios de privilégios discursam na CCJ em nome da "dignidade" e em sua maioria votaram contra o relatório que pede continuidade das investigações contra o presidente golpista Temer. O placar ficou em 40 a 25 a favor de Temer.

quinta-feira 13 de julho| Edição do dia

Para garantir essa maioria Temer trocou mais de dez membros da comissão. Em troca das reformas para aumentar os lucros dos empresários e em troca de bilionárias verbas concedidas pelo presidente enquanto a educação e saúde sofrem cortes devem votar em sua maioria pela não continuidade do processo.

Alguns partidos fecharam questão pelo "não" (ou seja a favor de Temer). Os deputados que votarem "sim" podem até mesmo ser expulsos. Esse é o caso do PMDB, do PP, PSD e PR.

Veja também: ⁠⁠⁠⁠⁠Quem são e do que são acusados os deputados que absolveram Temer

Eram esperados os discursos do DEM de Rodrigo Maia e do PSDB para ver melhor a tendência de seus votos no plenário. Com o que se viu nos discursos da CCJ o jogo parlamentar da elite entre manter Temer para conduzir a reforma da previdência ou substitui-lo por Maia, o jogo por enquanto parece ser de manter Temer mais algum tempo enquanto não termina a ofensiva do "partido judiciário" e não termina de se consolidar uma maioria em prol de Rodrigo Maia.

O deputado José Carlos Aleluia, líder do DEM, mesmo partido de Rodrigo Maia usou o tempo de fala de seu partido para ilustrar como seu partido "em nome da lealdade" irá votar pela não continuidade do processo contra Temer. O deputado ainda indicou que os deputados estão liberados para votar como quiserem mas que a maioria votará contra o relatório de Zveiter.

O líder do PSDB discursou a favor da continuidade do processo e disse que seu partido iria liberar o voto. Já o PSB orientou voto a favor da denúncia contra Temer.

Com essas indicações de defecções no partido de Rodrigo Maia fortalecem-se os prognósticos de que Temer deve obter maioria para sua permanência na Presidência da República, ao menos nesta primeira acusação de Janot. Há ainda muitos elementos em aberto, como uma nova denúncia de Janot ou novos e esperados vazamentos da justiça, ou mesmo se será possível votar na Câmara antes do recesso de segunda-feira, mas uma coisa é certa, os discursos e motivos para manter Temer a favor "dos empregos, da família, da dignidade" repete o show de horrores e hipocrisia do impeachment um ano atrás.

Temer obteve uma maioria esperada na CCJ. Uma vitória que não lhe assegura legitimidade nem estabilidade para governar, e só aumentará a raiva e crise de representatividade entre a população e esta casta de empresários, corruptos que votam ataques aos trabalhadores e garantem impunidade aos seus conformes seus interesses políticos.




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