SEMANÁRIO

DCE USP: Conheça a chapa "Pra poder contra-atacar"

Faísca - Juventude Anticapitalista e Revolucionária

DCE USP: Conheça a chapa "Pra poder contra-atacar"

Faísca - Juventude Anticapitalista e Revolucionária

Conheça as ideias defendidas pela chapa "Pra poder contra-atacar" nas eleições do DCE Livre da USP, uma chapa construída pela juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária e independentes.

Por um DCE militante e proporcional, que organize os estudantes pela base contra Bolsonaro e em defesa da educação: o Chile mostra o caminho!

As eleições para o DCE Livre da USP, a entidade que representa todos os estudantes da universidade, acontecem neste ano em meio a um mundo em convulsão, em especial na América Latina. No Chile a juventude e os trabalhadores demonstraram sua fúria contra o governo Piñera e toda a herança da ditadura pinochetista. O exemplo chileno dá medo na família Bolsonaro, que entrou no poder como fruto do golpe institucional que veio para aplicar ataques ainda mais duros do que o PT já vinha aplicando. São os negros, as mulheres e os LGBT que sentirão de forma mais cruel a crise descarregada em nossas costas. A juventude se mobilizou fortemente este ano nos dias 15 e 30 de maio, mas nós não conseguimos ainda derrotar todos os ataques principalmente por conta da política das direções das nossas entidades. Por isso, os nossos desafios aqui dentro da USP não estão desconectados da necessidade de enfrentar todos os ataques à educação, como o Future-se e o Marco Legal da Ciência, bem como os ataques à classe trabalhadora como a reforma da previdência, a reforma trabalhista e a lei da terceirização. Além de Bolsonaro, temos como inimigos Dória, Covas e todos aqueles que se colocam como mais “moderados”, mas querem nos atacar. Somos a Chapa que quer se inspirar na juventude chilena para se auto-organizar e unificar a luta da juventude com os trabalhadores.

Para isso seria fundamental retomar o DCE para a mão dos estudantes, para que seja de fato uma ferramenta para organizar a nossa luta, fazendo assembleias, plenárias e reuniões que permitissem que os estudantes decidam os rumos do movimento estudantil, e não apenas uma burocracia que decide tudo por cima dos estudantes, como acontece hoje com a gestão Nossa Voz dirigida pelo PT, PcdoB e Levante Popular da Juventude. Para enfrentar essa burocracia, seria fundamental organizar uma ampla discussão programática entre todos os setores que se colocam como oposição de esquerda ao PT. Mas o que vimos foi o contrário: são 7 chapas de oposição a atual gestão sem nenhum espaço real de discussão para conformar uma chapa unitária com um programa que pudesse responder à situação atual dos estudantes na USP e fora dela. Nós da chapa PRA PODER CONTRA-ATACAR fizemos diversos chamados às correntes de oposição para realizar uma Convenção Programática porque consideramos que uma iniciativa assim poderia fortalecer a luta dos estudantes por um DCE que realmente organize nossa luta.

É por isso que, para nós, mais do que nunca é fundamental lutar por um DCE com PROPORCIONALIDADE, ou seja, que todas as chapas tenham representações no DCE de acordo com sua votação e sejam responsáveis pelo movimento estudantil. Defendemos também que seja um compromisso, independente de quem ganhar, a batalha por um CONGRESSO DOS ESTUDANTES DA USP, que envolva toda a base e não somente os ativistas mais engajados: desde 2015, em gestões do PT e PCdoB mas também do PSOL e PCB, não temos um Congresso (!) sendo que, de lá pra cá, o país passou por um golpe institucional, a prisão arbitrária de Lula, o assassinato de Marielle e tantos outros ataques. É preciso se auto-organizar pra poder contra atacar. Por isso convidamos todos os estudantes a conhecer a nossa chapa e nossas ideias!

Nossas propostas

A USP é considerada pelos chamados “rankings” como uma das melhores universidades da América Latina. Entretanto, por trás desse marketing vemos muita precarização do ensino, falta de professores e sobrecarga para os trabalhadores efetivos e terceirizados. Para os estudantes, não há permanência estudantil, e para aqueles que além de estudar também trabalham, muitas vezes em estágio, as dificuldades se multiplicam. É preciso batalhar por um novo movimento estudantil que realmente lute pelas demandas dos estudantes, em aliança com os trabalhadores e professores, defendendo uma universidade a serviço da maioria da população: a classe trabalhadora e o povo pobre.

Por um DCE com proporcionalidade, em que todas as chapas que disputam o processo eleitoral possam ser eleitas proporcionalmente de acordo com seus votos.

Construir a unidade pela base contra todos os ataques: exigir da Reitoria a liberação das aulas e serviços para a construção de uma Assembleia Geral Universitária com direito a voz e voto para todos os setores, incluindo terceirizados

Abaixo ao Future-se, ao Marco Legal da Ciência e aos fundos patrimoniais. Não à privatização da USP, por mais verbas para a educação!

Em defesa da autonomia universitária. Contra a CPI das Universidades de Dória e o projeto Escola Sem Partido, nenhuma ilusão na Reitoria!

Construir um massivo Congresso dos Estudantes da USP em 2020.

O HU é nosso e da população! Que os novos funcionários temporários se tornem permanentes e que a reitoria repasse a verba já destinada para a contratação de mais funcionários via USP até efetivarmos a reabertura do HU para a população da Zona Oeste. O financiamento do HU é de responsabilidade da reitoria!

Permanência estudantil: reabertura dos blocos K e L e construção de mais moradias, reabertura das creches fechadas! Abaixo a exploração da mão de obra dos estagiários. Por bolsas de estudos para todos os estudantes que necessitem.

Em defesa das cotas étnico raciais proporcionais ao número de negros no estado de São Paulo, rumo ao fim do vestibular: todo jovem trabalhador, pobre e negro tem direito de estudar!

Exigência de contratação imediata de professores e outros profissionais via USP, sem ser pelo regime precário de trabalho, em regime de dedicação exclusiva. Contra a reforma do estatuto docente!

Basta de trabalho semi-escravo na universidade: efetivação de todos os terceirizados sem necessidade de concurso público.

Revitalização e luta por espaços estudantis: em defesa das festas, centros acadêmicos e locais de convivência

Defesa da juventude trabalhadora e dos estagiários da Universidade que têm sofrido com a falta de bolsas de permanência e com o desvio de função

A universidade deve ser gerida por quem a faz funcionar: colocar de pé uma Estatuinte Livre e Soberana para dissolver o atual Conselho Universitário cheio de empresas e substituí-lo por uma gestão dirigida pelos trabalhadores, estudantes e professores,com maioria estudantil.

Quem somos nós?

Somos estudantes da juventude Faísca e independentes. Buscamos construir uma juventude anticapitalista, revolucionária e internacionalista. Lutamos e lutaremos lado a lado da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, da população indígena, tendo na linha de frente as mulheres, os negros e LGBTs como sujeitos políticos capazes de revolucionar nossas entidades, transformando-as em ferramentas militantes para poder contra-atacar. Convidamos todos a debater conosco essas ideias!

veja todos os artigos desta edição

Faísca - Juventude Anticapitalista e Revolucionária

Comentários