CULTURA

Curta-metragem Egressos vence quatro categorias na mostra da ECSCB em Brasília

A Escola de Cinema Social Cine Brazza promoveu no sábado 14 de dezembro o festival de exibição de seus filmes, resultado do curso de formação ministrado ao longo de 2019 por esse que é um coletivo de cinema independente com enfoque nas urgências humanas e motivado pela indignação ao sistema opressor da nossa realidade.

terça-feira 17 de dezembro de 2019| Edição do dia

A Escola de Cinema Social Cine Brazza promoveu no sábado 14 de dezembro o festival de exibição de seus filmes, resultado do curso de formação ministrado ao longo de 2019 por esse que é um coletivo de cinema independente com enfoque nas urgências humanas e motivado pela indignação ao sistema opressor da nossa realidade.

O filme mais destacado do evento foi o documentário Egressos, que abordou o trabalho de pessoas que dedicam a vida em prol da ressocialização da juventude excluída e marginalizada pela gentrificação do mundo capitalista e entregues ao submundo da criminalidade de pequena escala.

Egressos apresenta uma narrativa a partir de depoimentos dados por pessoas ativas que lidam com essa realidade. Um ponto em especial foi ressaltado por todos eles; existe uma sistemática exclusão da juventude negra na construção do nosso mundo social.

Chiquinho, professor de história e fundador do Projeto RAP da Unidade de Internação de Santa Maria, é contundente em dizer que apesar dos projetos socioeducativos atenderem uma maioria negra, “os jovens com mais melanina estão sendo exterminados lá fora”.

Dona Rita, fundadora do Movimento de Apoio ao Menor Infrator (Mami), ressalta a contradição evidente no sistema penitenciário brasileiro que é composto pelo segmento mais superficial dos roubos e crimes cometidos na nossa realidade; os magnatas da indústria armamentista sim lideram o saque em massa e os grupos de extermínio (policiais e milicianos) contra um nicho específico da população; que tem um caráter de classe e de raça, como acrescenta Ravena Carmo, professora de Ciências Naturais na Unidade de Internação de Planaltina. Esta também destaca que há uma constante pressão do Estado em projetar mais formas de punir do que soluções de reabilitação. Fato este que é também inscrito na própria gestão e manutenção dos presídios e casas de internação no Brasil onde se aprofunda em níveis derradeiros a crueldade da ordem de expurgo social.

Veja o trailer:




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