Política

INVESTIGAÇÃO INDEPENDENTE

Cunhado de acusado de assassinar Marielle é preso e têm foto com Bolsonaro

Nesta quinta-feira, 3 de novembro, foram cumpridos 5 mandatos de prisão pelo Ministério Público e Polícia Civil do Rio de Janeiro. A operação chamada Submersus é um desdobramento das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em março do ano passado.

quinta-feira 3 de outubro| Edição do dia

Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, cunhado de Ronie Lessa, acusado do assassinato de Marielle Franco, ao lado do presidente Jair Bolsonaro(Reprodução/Instagram/Instagram)

Um dos mandados de prisão foi contra Ronnie Lessa, policial reformado acusado de participação no assassinato da vereadora do PSOL, e que já estava preso na Penitenciária Federal de Porto Velho.

Segundo a Agência Brasil os outros mandados de prisão foram contra a mulher e cunhado de Ronie Lessa, Eliane Lessa e Bruno Figueiredo, Márcio Montavano, apelidado de Marcio Gordo, e Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca. As acusações são de obstrução de Justiça, porte de arma e associação criminosa.

A polícia civil diz que o grupo ocultou armas usadas por Ronie Lessa, como a submetralhadora HK MP5, que possivelmente foi utilizada para assassinar Marielle e Anderson.

Segundo a Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, dois dias depois da prisão de Lessa e do ex-policial Élcio de Queiroz, pela participação no assassinato de Marielle, em março deste ano, o grupo jogou no mar armas de Lessa.

A comandante do grupo seria Elaine, esposa de Lessa, e as armas teria sido jogadas próximo as Ilhas Tijucas, na altura da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo a investigação da Delegacia de Homicídios, Montavano teria retirado uma caixa com armas de um apartamento na zona oeste, no bairro Pechincha, e a levado até Freitas, que teria contratado um taxista para levá-la até o quebra mar, entregue a mala a um barco que a levou até o oceano, onde a mala com as armar foi descartada.

Figueiredo é acusado de ajudar Montavano a executar tal plano. O corpo de bombeiros com mergulhadores e ajuda da Marinha realizou buscas no local, mas não encontrou a mala. A polícia civil alega que o mar turvo dificulta as buscas. Todos os acusados, com exceção de Lessa, que já se encontra preso, foram encaminhados para a delegacia de homicídios.

Como se tornou recorrente todo “cidadão de bem” envolvido com milícias ou diretamente no caso Marielle Franco tem foto com o presidente, como é o caso de Josinaldo Lucas Freitas, que em suas redes sociais já postou duas fotos com o presidente Bolsonaro.

A revista Veja encontrou essas fotos no final de julho, mas só publicaram a notícia agora depois da prisão de Djaca, seu apelido. Freitas e o seu advogado ao serem questionados sob em que condições essas fotos foram feitas não quiseram se manifestar.

Como exigimos desde o início é necessário uma investigação independente com disponibilização dos materiais da investigação e arquivos para
investigação independente por organismos de direitos humanos, especialistas comprometidos com a causa, parlamentares do PSOL, militantes de sindicatos, movimentos de favela... todos que queiram fazer parte de uma investigação independente do estado e do governo, que devem ser investigados por suas responsabilidades.

Mas sabemos que uma investigação verdadeiramente independente que chegue aos mandantes do assassinato de Marielle só será imposta ao estado a partir de uma forte mobilização da população, que pode e deve ser levantada pelas forças do PSOL.




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