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Cuba privatiza aeroporto de Havana para empresas francesas

Com boom no turismo, governo cubano anuncia que a operação do terminal internacional José Martí, de Havana, agora está nas mãos da Aéroports de Paris (ADP) e que sua expansão e modernização ficam a cargo da construtora Bouygues Bâtiment International, ambas grandes multinacionais francesas.

Vitória Camargo

Coordenadora do CACH - Unicamp

quinta-feira 18 de agosto| Edição do dia

O anúncio veio no início de agosto por parte do vice-ministro dos Transportes de Cuba, Eduardo Rodríguez, pouco antes do início dos voos regulares entre Estados Unidos e a ilha. Sob pretexto de melhorar a qualidade dos serviços, a privatização do aeroporto inaugura uma tendência no país que vê o número de turistas crescer expressivamente. O que antes era exclusividade do setor hoteleiro cubano, com a presença de empresas canadenses e europeias, avança para o setor de infraestrutura e transportes, já que o governo já declarou que estimulará esse tipo de parceria em outros terminais do país, como no aeroporto regional de San Antonio de los Baños, a oeste de Havana.

Com a privatização, o número de passageiros que utilizam o principal aeroporto do país, responsável por mais da metade da circulação à ilha, deve dobrar, chegando a 10 milhões por ano, afirmou a empresa francesa (ADP). São estimados quase 4 milhões de turistas até o final deste ano, sendo que os estadunidenses já estão liberados para viajar a Cuba, embora ainda tenham de preencher algum dos 12 pré-requisitos para obter autorização. Em breve, como um símbolo da aproximação política dos países, a rota aérea Estados Unidos-Cuba voltará a existir, após mais de 50 anos de interrupção. Calculam-se 155 voos semanais - número que supera em muito a capacidade atual do aeroporto de Havana, que já chegou ao seu limite.

O fato de as empresas francesas terem conseguido a concessão do aeroporto do governo cubano expressa os esforços diplomáticos de Hollande nos últimos anos de aproximação com a ilha. Não à toa foi o primeiro líder da Europa Ocidental a visita-la em 29 anos.




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