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Cruesp mantém 0% de reajuste. Todos à greve geral em 30 de junho!

segunda-feira 5 de junho| Edição do dia

Em nova negociação entre Cruesp e Fórum das Seis entidades de trabalhadores e professores, junto às entidades estudantis, os três reitores mantém reajuste salarial de 0%. No ano passado, o reajuste de 3% foi bem abaixo dos mais 10% de inflação corroendo o poder de compra dos salários, além de manter os vales refeição e alimentação congelados desde 2014. Na Unesp a situação é mais crítica, pois a reitoria não pagou nem mesmo os 3% de aumento de 2016.

Essa postura do Cruesp ignora que a crise orçamentária das universidades foi criada pela política do governo do Estado que repassa um valor insuficiente para o financiamento das universidades há mais de 30 anos. As universidades continuaram crescendo, ampliando vagas, criando cursos e novos campi, mas sem aumento do repasse da verba. Os reitores há anos são conivente com essa política se recusando a lutar por aumento da verba para as universidades. Além disso, como denunciamos aqui, Alckmin faz manobras para não repassar nem mesmo os 9,57% do ICMS definidos por lei para o financiamento das Estaduais. Entre 2014 e 2016, deixaram de receber R$ 1 bilhão.

O Fórum das Seis denunciou nesta reunião que mais uma vez o Cruesp é conivente com o sucateamento das universidades e exigiu que a USP implemente as cotas raciais imediatamente, pois é a única das três que permanece negando esse direito mínimo de reparação por anos de escravização do povo negro. O Fórum das Seis repudiou os processos abertos contra trabalhadores e estudantes ativistas, a ameaça de corte de ponto na paralisação de hoje. Reafirmamos a luta em defesa da permanência dos Hospitais Universitários vinculados às universidades, compreendendo que são unidades de ensino e, portanto, determinantes na qualidade do aprendizado dos estudantes da saúde.

A luta em defesa da educação pública, contra o arrocho e a retirada de direitos segue. Desde já é preciso fortalecer os comitês de base, como o Comitê da USP composto por estudantes, professores e trabalhadores, para construir uma forte adesão das universidades na greve geral de 30 de junho, chamada pelas centrais sindicais, contra as reformas do governo e o congelamento dos gastos com educação e saúde.




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