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CRIVELLA CENSURA

Crivella quer o Rio com cultos na Câmara e censura nas ruas contra negros e LGBT

Culto na Câmara, censura a exposição do `Quermuseu` e proibição da roda de samba são apenas algumas das atrocidades que os representantes do Partido Republicano Brasileiro (PRB) estão encabeçando. Soma-se a isso a perseguição ferrenha aos terreiros de religiões de matriz africanas, o que demonstra uma clara política racista por meio dos fundamentalistas evangélicos.

terça-feira 3 de outubro| Edição do dia

A notícia que viralizou nas redes sociais mostra como os evangélicos e o bispo-vereador, Inaldo Silva promoveu dentro da Câmara um culto evangélico encabeçado por seu partido PRB e pela sua igreja, a Universal. Os vídeos comprovam o que se tornou num verdadeiro show de horrores se considerarmos que o estado laico pressupões que o estado não deve nem ser a favor e nem contra nenhuma expressão religiosa. Da mesma maneira deveria ser uma premissa que um local em que os representantes do povo legislam a seu favor, não deveria ser concebível o culto de qualquer religião uma vez que esta deveria ser de cunho privado. Isso se confiássemos nesse regime.

Leia aqui: Câmara do Rio vira igreja com culto evangélico imposto pela bancada da Universal

Além disso, houve também por parte do prefeito Crivella em suas redes sociais, uma manifestação de ódio dizendo que não permitiria que a exposição `Queermuseu` fosse apresentada no MAR. Segundo Crivella e suas mentiras, a exposição teria conteúdo de pedofilia e zoofilia. Em nota, a Secretaria Municipal de Cultura diz que preza pela diversidade, mas o fato que o seu maior representante, o prefeito do estado do Rio, já manifestou a sua posição e inclusive demoniza os homossexuais dizendo que a homossexualidade é um “mal terrível”.

Leia também: Crivella prepara censura do `Queermuseu` através da Secretaria Municipal de Cultura

Em agosto desse ano, representantes das religiões candombé e umbanda se mobilizaram contra o decreto 43.219/2017, que é este que institui necessidade de alvará para manifestações públicas. Naquele momento conseguiram um recuo no texto que dizia que manifestações religiosas também estavam inclusas. No entanto queriam a revogação do decreto e agora pode-se observar a que ele veio.

É necessária uma campanha contra esses retrocessos dos fundamentalistas. A força que se mobilizou de mais de 1 milhão de votantes em Freixo e nos parlamentares do PSOL deveria ser mobilizada não apenas durante o momentos em que há eleições. A censura não pode passar sem resistência, pois o próximo passo será aumentar os ataques aos terreiros, aos locais de cultura negra, assim como aos LGBT, na prefeitura de Crivella.




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