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Crivella nomeia como gestor ambiental advogado investigado por envolvimento com milícia

sexta-feira 23 de junho| Edição do dia

A prefeitura do Rio de Janeiro publicou no Diário Oficial desta terça-feira (20/06), a nomeação do advogado Marcelo Bianchi Penna como administrador do Bosque da Freguesia, substituindo Eliana Zanini, que permaneceu no cargo durante seis meses. O novo gestor nomeado, Marcelo Bianchi, foi preso em 2009 acusado de ser um dos integrantes de uma quadrilha de milícia chefiada pelo ex-PM Fabrício Fernandes Mirra.

A prisão que gerou o processo no ano de 2009 foi resultado da Operação Leviatã 2, mobilizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Marcelo Bianchi é acusado de ser um dos integrantes de uma quadrilha de milícia chefiada pelo ex-PM Fabrício Fernandes Mirra e de ter seu nome envolvido em casos de loteamentos irregulares de terras. No mês de janeiro desse ano o processo foi encaminhado para arquivamento.

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Durante o processo de investigação, Marcelo Bianchi foi apontado como o braço direito jurídico da quadrilha que contribuiu para coordenar a invasão do conjunto habitacional Condomínio Parque Esperança, ou Nova Anchieta. Um ano anterior a sua prisão, Marcelo Bianchi participou de reportagens em defesa dos moradores da favela Vila Taboinhas, em Vargem Grande, onde os moradores chegaram a relatar que precisavam pagar uma “luva” de cerca de R$500 para conseguir um pedaço de terra no local. Na época, Marcelo Bianchi era funcionário do gabinete do deputado Domingos Brazão do PMDB – atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e preso em março por suspeitas de negligenciar irregularidades em obras.

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A deputada Cidinha Campos, vice-presidente da CPI das Milícias, que indiciou 226 pessoas em seu relatório final em 2008, diz que Marcelo Bianchi foi um dos nomes mais citados por outros milicianos durante as investigações.

A gestora anterior que foi retirada do cargo tinha conhecimento em torno da questão ambiental, e ficou por apenas seis meses no cargo. Os moradores da região estão questionando qual seria o real motivo da troca de gestão do parque por um nome com histórico avesso aos interesses locais.

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O prefeito Marcelo Crivella neste caso estaria mais interessado em negociatas e trocas de favores políticos para indicação dos nomes dos gestores do que propriamente na competência e comprovado histórico de domínio no assunto. Pelo contrário, o histórico do nomeado Marcelo Bianchi ligado ao deputado Domingos Brazão não combina com o cargo de gestão ambiental.




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