Política

EXÉRCITO NA ROCINHA

Crivella mentiu aos moradores da Rocinha dizendo que escolas abririam

segunda-feira 25 de setembro| Edição do dia

Crivella foi à Rocinha no dia de ontem, prometendo fazer reparos nas casas e trazer os serviços públicos que a prefeitura sempre prometeu aos moradores da comunidade no anos de eleição, e, claro, nunca cumpriu. Nada mais mentiroso por parte do prefeito bispo da universal, já que um dos serviços mais básicos, as escolas, não estão abertas na Rocinha por causa do cerco militar repressivo da polícia e do exército, com blindados e mais de mil homens armados ocupando o local.

Crivella chegou inclusive a afirmar que as aulas voltariam nas escolas da Rocinha no dia de hoje, o que era uma grande mentira. Veja o vídeo:

O prefeito ainda teve a coragem de declarar que a Rocinha esta em paz. Paz, enquanto centenas ou milhares de crianças não podem estudar, moradores tem suas casas invadidas pelo exército e pela polícia? Abusos e agressões denunciadas pelos moradores, isto o Crivella finge que não existiu.

O próprio transporte escolar cessou de funcionar. Tanto a Escola do Amanhã, quanto todos outros colégios da região, como o Teresiano, Santa Ignez, Inosel. Tudo isso é fruto do terror exercido contra os moradores pelas operações militares.

Ao invés de reconhecer a realidade dura vivida pelos moradores, reféns da guerra às drogas, dos fuzis da polícia corrupta de Pezão ou dos desmandos dos traficantes, Crivella viu nisso uma ótima oportunidade para formar um curral eleitoral, prometendo "subir o morro para fazer consertos, reparos, obras e trocar lâmpadas" com seu secretario de preservação.

"É hora de dar um banho de loja na Rocinha" disse Crivella. Nada mais distante do que as necessidades imediatas dos moradores: cessar imediatamente a ocupação militar e policial da favela, cessar a criminalização das drogas que faz do tráfico um negócio lucrativo comandado por políticos do alto escalão do estado que andam soltos por aí apesar das toneladas de cocaína que transportam em seus helicópteros, enquanto os moradores são reféns dos fuzis da polícia ou do tráfico.




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