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Crivella gastará 70% do orçamento da saúde com OS’s e seus lucros privados

quarta-feira 16 de agosto| Edição do dia

O prefeito Crivella vem anunciando e executando uma série de cortes e ataques a saúde pública municipal. Desde que assumiu já ameaçou o fechamento de 11 das 13 clínicas da região da zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Eleito com o slogan de que iria “cuidar das pessoas” Crivella é responsável por aprofundar a precarização dos serviços de saúde colocando a população que procura atendimento em uma situação cada vez pior.

Na última quinta feira, a subsecretária de saúde do município Ana Beatriz Busch em uma audiência pública na Câmara de Vereadores informou a agenda de cortes para o próximo período nos serviços de saúde. Estes cortes serão concentrados nas equipes e nas condições de trabalho dos funcionários municipais da saúde, já que os contratos milionários das Organizações Sociais (OS’s) serão renovados e consomem 70% do orçamento municipal da saúde.

As OS’s, que constantemente estão sendo investigadas por sobrepreços de medicamentos, desvios de verbas públicas e outros escândalos de corrupção terão 636 milhões de reais dos cofres municipais. Enquanto isso, restará apenas 19% de todo orçamento anual para a manutenção da rede municipal de atendimento à saúde.

Apesar da apresentação de uma planilha sem redução de cortes nas equipes de saúde O assessor da Secretaria municipal de Saúde, Alexandre Campos, declarou ao jornal O Extra que o investimento nas equipes de saúde da família serão reduzidos de R$ 85.516,10 para R$ 82.362,14. Os cortes serão concentrados nos equipamentos e materiais de trabalho dos funcionários mas não há nenhuma garantia por parte da gestão municipal de que não haverá redução de quadro.

Alexandre campos ainda declarou que “Alguns cargos certamente serão reduzidos” e que de acordo com a área em que se localiza a equipe de Saúde da Família já estão certos cortes de pessoal em serviços como os de saúde bucal, podendo chegar a uma equipe de saúde bucal para cada 4 equipes de Saúde da família.

Enquanto a gestão municipal mantêm os contratos milionários com as OS’s o prefeito que “cuidaria das pessoas” tornará ainda mais precários os serviços de saúde prestados à população e garantirá uma carga de trabalho mais exaustiva, sem condições mínimas para execução dos serviços aos funcionários de saúde municipais.




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