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ELEIÇÕES 2016 RIO

Crivella foge de sabatina e Globo mostra do que ele correu

Na noite dessa terça-feira, 25, Marcelo Crivella (PRB), candidato à prefeitura do Rio, compareceria a duas entrevistas para a Globo. Após ter desmarcado sua presença em ambas, a Rede Globo leu nota rebatendo seus ataques e também apresentou todas as perguntas que faria ao candidato.

quarta-feira 26 de outubro| Edição do dia

De acordo com a emissora, no dia 13 de outubro foi realizada uma reunião com os dois candidatos que concorrem ao segundo turno no Rio de Janeiro: Marcelo Freixo (PSOL) e Marcelo Crivella (PRB). Nessa reunião, os candidatos confirmaram presença, manifestaram acordo com as regras apresentadas pela emissora e participaram no sorteio da ordem das entrevistas.

Freixo participou das duas entrevistas previstas, tanto no programa RJTV (veja aqui) como no site G1 (veja aqui).

Crivella já vinha fazendo inserções televisivas em que criticava Globo e Veja pelo que chamou de uma cobertura manipuladora que favorecia Freixo. Veja abaixo:

Ao desmarcar seu comparecimento às entrevistas da Globo, Crivella enviou uma nota à emissora justificando sua ausência com base nessa acusação, e a nota foi lida no ar pela apresentadora do RJTV, bem como a resposta dada pela Globo. Veja abaixo:

Após a leitura das notas, a Globo afirmou que "em respeito aos eleitores", apresentaria as perguntas que faria ao candidato Marcelo Crivella, e o faz ao longo de cinco minutos. Veja abaixo:

Entre as perguntas, a Globo aborda o tema da capa da Veja que retrata a detenção de Crivella em 1990, apontando as contradições de suas versões e perguntando ao candidato porque ele não recorreu à justiça ao invés de "fazer justiça com as próprias mãos"; questionam ainda como ele conseguiu os negativos das imagens de suas fotos quando foi fichado, imagens que sequer existem nos arquivos da própria polícia.

Retomam também o tema da homofobia de Crivella e de sua intolerância às demais religiões, como a católica. Para isso, recorrem não apenas ao livro que Crivella escreveu em seu período de missionário na África, mas também a um vídeo de 2012, em que ele afirma que a homossexualidade pode ter origem no sofrimento do bebê ainda no útero da mãe.

Perguntam, em relação às tentativas de Crivella de dizer que "não mistura religião e política", sobre os seus suplentes nos mandatos de senador, ambos bispos da Igreja Universal (um deles irmão de Edir Macedo e seu tio). Também apontam nomeações de nomes da Universal para cargos de responsabilidade quando era Ministro da Pesca do governo de Dilma.

Também apontam os crimes e acusações de seus aliados Garotinho e Rodrigo Bethlem. Apontam as contradições entre a ofensiva do candidato contra o PMDB no primeiro turno e suas alianças com membros do partido no segundo turno.

A negativa de Crivella em participar das entrevistas da Globo, ainda que tenha apresentado justificativa em sua nota, faz parte de uma política de "desaparecer" da mídia no segundo turno para tentar manter sua liderança.




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