Política

EM FAMÍLIA

Crivella entrega cargo da prefeitura para seu primo e de Edir Macedo

Na religião, nos negócios e no governo, é tudo em família com o prefeito Marcelo Crivella e os Macedo, donos da Universal. O prefeito nomeou o primo do bispo Edir Macedo e também seu próprio primo em segundo grau para administração de importante prédio da prefeitura do Rio.

Carolina Cacau

Foi candidata a vereadora do MRT pelo PSOL em 2016, é estudante da UERJ, membro do Centro Acadêmico de Serviço Social e professora da rede estadual

sábado 28 de outubro| Edição do dia

Em família, é assim que funcionam os negócios, sejam de fé ou de governo, para o prefeito do Rio de Janeiro, bispo Marcelo Crivella (PRB). Desta vez ele nomeou Fábio Macedo como coordenador do Centro Administrativo São Sebastião (CASS). Fábio é primo em primeiro grau do fundador da igreja Universal, Edir Macedo, e também primo em segundo grau do próprio prefeito.

Fábio tomou posse no dia 22 de setembro, apesar de só ter aparecido no diário oficial do estado no dia 25. O homem de 52 anos que tem um currículo no mínimo pouco compatível ao cargo que lhe foi confiado, com experiência em supervisão de obras de terraplanagem e pavimentação, agora será responsável pelo principal prédio administrativo da Prefeitura do Rio, conhecido como Piranhão e terá a sua disposição um orçamento anual de R$ 28,7 milhões.

Procurada para esclarecimentos ao jornal Extra, a princípio a prefeitura negou que haveria algum grau de parentesco entre o prefeito e o novo funcionário, depois admitiu, alegando em seguida que "de acordo com a lei" indicar primo de segundo grau não configura nepotismo.

Esta não é a primeira vez. Crivella já nomeou o próprio filho que mal conhece o Brasil para secretária da Casa Civil do RJ e que mesmo depois de afastado pelo STF recebeu R$15 mil da prefeitura. Exonerou depois que "descobriu" que funcionário por ele nomeado era acusado de homicídio, escolheu advogado para a pasta de direitos humanos (!!!) que posta isso no facebook: “Sou a favor de reintegrar o bandido à sociedade. Os órgãos vão para doação, o esqueleto para a escola de medicina e o que sobrar vai para adubo", entre outros escândalos envolvendo parentes e parceiros da Universal.

Enquanto Crivella cuida bem das pessoas da sua família e da Universal e seus negócios vão de vento em popa a base da fé das pessoas e do dinheiro publico dos nossos impostos, ele usa seu mandato para perseguir professores que denunciam a precariedade das escolas, atacar expressões artísticas e culturais, destruir a saúde, deixando os postos sem insumos, funcionários sem salário e ainda reprime trabalhadores quando se manifestam.




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