Política

ELEIÇÕES 2016 RIO

Crivella é acusado de desvio de verbas da Petrobrás em delação

Nesse domingo, 23, foi veiculado pelo jornal O Globo a informação de que o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, está negociando com o MP uma delação que envolve informações sobre caixa dois na campanha de Crivella ao Senado.

domingo 23 de outubro| Edição do dia

Às vésperas do segundo turno no Rio, em que se enfrentam Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL), veio à tona a denúncia de corrupção contra Crivella.

De acordo com o que foi relatado ao Ministério Público Federal (MPF), Crivella teria procurado Graça Foster – então diretora de Óleo e Gás da Petrobras – em 2010, para pedir uma “ajuda financeira” à sua campanha para o Senado. Ela teria então atribuído a Renato Duque a negociação do caixa dois para Crivella, que por sua vez envolveu João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, responsável por medias a negociação de Crivella com Carlos Cortegoso, dono das gráficas Focal e CRLS.

Essas gráficas, que são também investigadas na ação do TSE que apura crimes eleitorais da chapa Dilma-Temer, teria impresso 100 mil placas para a campanha de Crivella, num valor total de R$ 12 milhões. Renato Duque afirmou em sua delação que o dinheiro não foi declarado na prestação de contas de Crivella e foi obtido com o desvio de verbas da Petrobras.

Essa denúncia é mais uma mostra de que Crivella e o seu partido, o PRB, estiveram totalmente implicados nos acordos corruptos que o PT fez durante seus governos com os setores mais reacionários da direita para conseguir a sua “governabilidade”. O PT atuou como pilar da consolidação dessa direita, como, nesse caso específico, a eleição de Crivella para o Senado, ajudando a preparar o golpe institucional que aplicaram quando o governo petista já não era mais suficiente para os ataques que queriam implementar.

O PRB foi no barco dos golpistas, e depois apoiou integralmente o principal ataque de Temer até o momento, a PEC 241. Crivella faz sua demagogia de “cuidar das pessoas”, mas seu partido está aprovando a medida que vai atacar os serviços públicos por vinte anos.

A denúncia da Lava-Jato pode ou não ser aceita pelo Ministério Público, colocando nas mãos do judiciário e seu poder arbitrário o julgamento ou não dos políticos corruptos de acordo com seus interesses privados (lembrando que eles são detentores de privilégios imensos e sequer são eleitos). Não será por meio dessas instituições que conseguiremos enfrentar essa corrupção intrínseca ao regime político, que é fruto do capitalismo.

Sem dúvida, a negociação de caixa dois de Crivella é apenas a ponta de um imenso iceberg de suas práticas criminosas e mafiosas para consolidar sua carreira política, que foi alavancada a partir de sua atuação reacionária como bispo da Igreja Universal, destilando racismo, machismo e homofobia.

Para combater esse regime político, essa direita apoiada nas práticas corruptas e ligadas até o fim com os empresários milionários, chamamos todos a vir conosco para construir uma força anticapitalista que se paute nas lutas. Essa é a única forma de derrotar a direita e os golpistas, combatendo os privilégios dos patrões para garantir nossos direitos e acabar com esse regime político dos ricos, corrupto em sua raiz.




Tópicos relacionados

Eleições Rio de Janeiro   /    Eleições 2016   /    Operação Lava Jato   /    Rio de Janeiro   /    Política

Comentários

Comentar