Política

PEC 241

Crivella e PRB apoiam a PEC 241, Freixo a critica

Conhecida como “a PEC do fim do mundo”, a PEC 241 proposta pelo governo Temer foi aprovada em primeiro turno na noite de ontem na Câmara dos Deputados. PRB, partido de Marcelo Crivella, apoiou a medida. O candidato do PSOL, Marcelo Freixo, criticou sua aprovação.

terça-feira 11 de outubro| Edição do dia

Durante o segundo turno, Crivella tem esbanjado demagogia populista, dizendo que quer ajudar os mais pobres e estreando seu horário eleitoral com uma roda de conversa incluindo negros, mulheres, LGBTs, moradores de periferia e dizendo como quer ajudar os mais pobres.

Todo esse discurso, no entanto, mostra a sua imensa falsidade diante de uma prova contundente da realidade: a votação da PEC 241 proposta pelo governo Temer. Todos os deputados do PRB, partido de Crivella, foram favoráveis à medida. Um meme circula na internet ressaltando como a medida é o carro-chefe das medidas dos golpistas para fazer com que os trabalhadores, a juventude e o povo pobre pague pela crise. Ele diz: foram 366 votos a favor da PEC, e 367 a favor do impeachment. Só faltou o voto do Cunha.

Entre os deputados cariocas, os principais partidos a engrossar o número de votantes a favor da PEC foram os partidos que estiveram à frente do golpe: PMDB, com 9 votos (do total de 64 da bancada do partido a apoiar), PSDB com 1 voto (dentre seus 47 votos unanimemente favoráveis), DEM com 4 parlamentares cariocas, entre os 25 que favoreceram a medida (entre estes o deputado Sóstentes Cavalcante, braço direito do pastor Silas Malafaia, que tem feito a virulenta campanha anti-Freixo nas redes sociais).

O partido de Crivella, com 2 deputados cariocas, também votou de forma unânime a favor da PEC, totalizando 20 votos a favor do congelamento dos gastos. Já a bancada do PSOL, partido de Marceli Freixo, foi unanimemente contrária, com 3 votos cariocas de um total de 6 de sua bancada no parlamento. Freixo, em sua página do Facebook, comentou a aprovação da medida:

CONTRA A PEC DO FIM DO MUNDO

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, aprovada em primeira votação ontem na Câmara dos Deputados com forte empenho de Michel Temer, faz VOCÊ pagar a conta da crise.

Na prática, a PEC impossibilita pelos próximos 20 anos um aumento de investimentos em áreas fundamentais, como saúde e educação; congela salário de servidores e pode congelar até o salário mínimo.

Essa mudança na Constituição aprofunda a crise, a recessão, o desemprego e a desigualdade.

É absurdo que a população pague esta conta enquanto metade do orçamento é usado para pagamento de juros da dívida pública e grandes empresários seguem sonegando bilhões em impostos.

Todos os deputados do PRB, de Marcelo Crivella, votaram pela aprovação da PEC 241. Toda a bancada do PSOL 50 votou contra.

A negociação com os deputados que aprovaram a PEC, com discurso de contenção dos gastos públicos, foi feita em um jantar de luxo para 200 parlamentares. Os mesmos que há menos de 4 meses votaram a favor do aumento de seus próprios salários.

A proposta segue ainda para 2a votação na Câmara e depois para o Senado. Um governo ilegítimo de dois anos não pode causar um retrocesso por 20 anos no país. É TEMPO DE RESISTIR!

#PECDoFimDoMundo #PSOL

Carolina Cacau, do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) e que foi candidata a vereadora do Rio pelo PSOL nessas eleições, comentou: “A PEC 241 é um imenso ataque aos trabalhadores, à juventude e à população mais pobre, representa a primeira medida de grande impacto tomada pelos golpistas para fazer com que paguemos pela crise criada pelos capitalistas. Não podemos aceitar. A única forma de barrar a implementação dessa medida reacionária é a mobilização, e por isso exigimos das centrais sindicais, CUT e CTB, que coloquem de pé uma greve geral para barrar esse e outros ataques de Temer. Os petistas, que se limitaram em sua oposição ao golpe a discursos e ‘showmícios’, mostraram que não estão dispostos a uma organização real dos trabalhadores. Precisamos nos organizar em cada local de trabalho e estudo para colocar de pé uma grande luta nas ruas para barrar a PEC 241. Freixo, para não reproduzir a passividade petista de apenas dizer palavras ao vento, mas não organizar concretamente as mobilizações, precisa colocar sua candidatura a serviço de organizar essa luta pela base, e de exigir às centrais a convocação e organização de uma greve geral.”




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