Crivella e o desmonte da saúde

Crivella demitirá 300 equipes da saúde e deixará 1 milhão de pessoas sem atendimento

Crivella cortará 300 equipes de médicos em todas as áreas da cidade, com a medida podem ser fechadas até 40 clinicas da família. 1 milhão de pessoas ficarão sem atendimento

terça-feira 1º de agosto| Edição do dia

Crivella demitirá 30 equipes de médicos em cada uma das 10 áreas programáticas (AP`s), ou seja cortará 300 equipes de médicos em todas as áreas da cidade, com a medida podem ser fechadas até 40 clinicas da família, segundo ex-secretário de saúde.

As clinicas da família, focalizadas em atuar preventivamente na saúde dos moradores, foram criadas em 2009 e atendem em torno de 4,3 milhões de pessoas desde o final do ano passado, segundo matéria do Jornal O Dia. Com o corte, cerca de 1 milhão de pessoas serão afetadas, ou seja, um quarto dessas pessoas ficará desassistida e verá suas possibilidades de atendimento extremamente reduzidas.

Crivella ataca novamente e demonstra seu poder de fogo para com os mais pobres, sua politica de exclusão não vai só de total submissão á mafia dos ônibus, com isenção fiscal de 71 milhões e cortes recorrente no bilhete único universitário, como também de ataques silenciosos a cultura negra e agora atacando o direito fundamental da saúde, estima-se que ao todo 9,6 mil mulheres serão afetadas no pré-natal com os cortes.

São 106 Clinicas da Família em toda a cidade, Crivella poderá cortar um terço delas com sua medida, na mesma proporção dos profissionais da saúde que estarão desempregados se confirmadas as ações do bispo, passando de 1200 equipes de funcionários para 900, não se sabe ao certo quantos profissionais serão demitidos ao todo.

Em entrevista ao Globo, o ex-secretário de saúde Daniel Soranz diz que a medida matará crianças: "Estou sendo procurado por pessoas da secretaria, estão todos assustados. O corte será de 30 equipes em cada AP. Essa medida é um crime hediondo. Isso vai resultar no aumento das internações e mortes crianças".

Veja também: 9,6 mil mulheres ficarão sem pré-natal devido a cortes da prefeitura do Rio de Janeiro

A medida de Crivella, se confirmada, acertará em cheio a população em condição mais precarizada no Rio de Janeiro. Para quem prometeu "cuidar do povo", Crivella demonstra novamente a quem governa: em nome dos lucros e de falcatruas, com essa atitude ele beneficia o setor privado, que se aproveita da precarização da saúde pública para lucrar e roubar através de contratos de Organização Social (OS`s), como no caso recente em que o Tribunal de Contas do Municipio (TCM) acusou empresas que tinham a concessão de comprar remedios até 1831% mais caros que o preço tabelado.




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