CARNAVAL NA MIRA DE CRIVELLA

Crivella cria arena para segregar blocos de Carnaval de Rua na Barra

sexta-feira 29 de dezembro de 2017| Edição do dia

Foto: Marcelo Alves. – Domingos Peixoto / Agência O Globo

O Carnaval está chegando, e com ele, as perseguições do prefeito-Bispo Crivella, que está criando junto com a RioTur, uma Arena na Barra para segregar o Carnaval de Rua carioca. Até o presente momento, a prefeitura anunciou que os blocos da região da Barra e os festejos de Momo deverão obrigatoriamente ocorrer neste local, com lotação para apenas 80 mil pessoas.

A prefeitura vem fazendo uma perseguição silenciosa à cultura negra na cidade, tentou impedir o Tambores de Olokun de ensaiar em praça pública, e dificultou a licença da prefeitura para inúmeros blocos de Rua durante o ano de 2017 (veja mais aqui). Isso sem contar que cortou o subsídio ao Barco de Iemanjá

Sobre o Carnaval de 2018, a RioTur afirmou, por enquanto, que dois blocos que desfilavam no Pepê, na Barra, obrigatoriamente terão que migrar para esta "Arena Carnaval Rio", antigo Parque dos Atletas.

A Prefeitura pretende pronunciar-se novamente sobre o Carnaval do RIo no próximo dia 15 de janeiro.

Estas medidas são um primeiro passo da Prefeitura do Rio para tentar confinar o tradicional Carnaval de Rua carioca, "oferecendo" uma Arena segregada ao mesmo tempo em que dificulta a licença para os blocos de rua assumirem seu lugar de direito: a Rua. Isso se dá em primeiro lugar por intolerância religiosa racista de Crivella, que pratica uma perseguição sobre as manifestações culturais de origem africana, dentre elas o próprio Carnaval.

A segregação de Blocos de Rua já gerou inúmeras críticas, incluindo o Bloco Simpatia é Quase Amor, de Ipanema, que lançou uma camiseta com esta imagem:

Crivella quer esconder a cultura do do Rio, substituindo ela pelos seus dogmas religiosos, mais especificamente aqueles usados por pastores e bispos multimilionários para convencer os trabalhadores à doar grandes quantias de seu salário às igrejas, acreditando nas mentiras dos pastores que dizem que garantiram "sucesso" financeiro na vida, ou ainda, um "paraíso" depois de uma vida sofrida de privações e muito trabalho explorado na terra. Esta realidade só favorece os bispos-políticos que vivem de retirar o fruto do suor dos trabalhadores enquanto assumem postos de poder no estado transformam suas igrejas em verdadeiras empresas.




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