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RIO DE JANEIRO

Crivella corta apoio à procissão do Barco de Iemanjá

A procissão de homenagem ao Orixá que ocorre todo ano nas areias de Copacabana é declarada patrimônio cultural carioca e foi inserida no calendário oficial de eventos e datas comemorativas da cidade do Rio de Janeiro pela lei número 5146 de 7 de janeiro de 2010. Em sua 13ª edição Essa será a primeira vez em que o evento não terá apoio da prefeitura que atribui o corte a falta de recursos financeiros.

terça-feira 28 de novembro| Edição do dia

Foto: blog do CEUB

O comunicado foi feito pela Riotur que diz que em função da crise financeira que atingiu o Rio de Janeiro as verbas estão sendo priorizados para as áreas de saúde e educação.

Mas dadas as crises na saúde pública, com falta de medicação na rede, falta de infraestrutura e salários atrasados sem previsão de pagamento, assim como da educação em iguais condições, sobre o discurso de um prefeito que decretou em julho o impedimento de novos concursos e convocações de professores, o mesmo prefeito que mantém privilégios de empresários de ônibus e abre mão de R$ 71,7 milhões, fica nítido que Crivella pegou uma questão particular e deixou que isso afetasse a administração da cidade.

Como fez com o carnaval do Rio, conhecido no mundo todo como Maior espetáculo da Terra, num ano onde a intolerância religiosa custou muito caro ao povo do axé, com os inúmeros ataques aos terreiros e mães/pais de Santo, Crivella e seus pares em suas silenciosas perseguições a cultura carioca, mostram mais uma vez sua face racista, agora atacando as manifestações afro-religiosas.

O evento que é organizado pela congregação Espírita Umbandista do Brasil (CEUB) tem um orçamento de 30 a 40 mil reais e agora conta com uma vaquinha online.




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