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FORÇAS ARMADAS NO RJ

Crivella coloca a Guarda Municipal a serviço das Forças Armadas no RJ

O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), anunciou nesta segunda-feira, 31, que a Guarda Municipal (GM) carioca ajudará na operação das Forças Armadas no RJ. Segundo ele, a corporação deverá atuar na repressão de crimes de "baixo impacto", como roubos de carteira, celular e arrastões. A GM não tem, por lei, direito a portar armas de fogo.

segunda-feira 31 de julho| Edição do dia

FOTO: Alan Santos/PR - 30.7.17

"A guarda tem 8.500 homens, tem dados, informações, conhece a realidade, está próxima do cidadão no dia-a-dia e ela tem condições de nos ajudar no combate ao crime", disse o ministro, ao lado do prefeito Marcelo Crivella (PRB), na sede da prefeitura no Centro do Rio.

Desde sexta feira, 28 de julho, o golpista Michel Temer ocupou as ruas da cidade do Rio de Janeiro novamente com as Forças Armadas. Mais de 10 mil agentes de federais podiam ser vistos nas esquinas das principais vias expressas da cidade, como a Avenida Brasil, linha Vermelha, Arco Metropolitano, Rodovia Washington Luiz, ponte Rio-Niterói, Rodovia Presidente Dutra, mas também pontos turísticos, como a praia de Copacabana.

A ocupação das Forças Armadas se deu por meio de um decreto de Temer, o GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para ações de segurança pública, que é de competência do governo federal. De acordo com esse decreto, os militares estarão nas ruas até o dia 31 de dezembro, mas o ministro da Defesa disse que eles podem ficar até o fim de 2018 e também que “quem vai orientar a nossa ação é a polícia. Nós estamos no Rio em busca de segurança e paz, mas sabemos que haverá reação. Nossa mensagem é: ‘Não vamos recuar’”, segundo matéria do portal UOL.

Temer reitera a posição do ministro dizendo que “nada impedirá que, no começo do ano [2018], nós renovemos esse decreto, para fazê-lo vigorar até o final de 2018”, segundo o site IG.

A justificativa golpista para essa ação repressora é econômica. Porque, segundo o CML (Comando Militar do Leste), a comparação é baseada com a ocupação do Exército no Complexo da Maré de 1 ano e 6 meses, conforme dito pelo porta-voz do CML, o coronel Roberto Itamar, em que a ostensividade surtiu pouco efeito.

Jungmann disse, porém, que a partir desta segunda-feira, as tropas vão começar a se retirar das ruas para se preparar para a segunda fase da operação. Como ele explicou na semana passada, o primeiro momento é de reconhecimento dos soldados das ruas, o que inclui o patrulhamento; o segundo é o de inteligência. O Exército dará assistência a operações da polícia do Rio, segundo explicou o ministro.

Na reunião relâmpago do CML estavam presentes com Temer sua corja golpista, além de Jungmann, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, o da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, mas também o governador do estado do Rio de Janeiro, Pezão e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que foi quem diretamente colocou a GM à disposição de Temer.




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