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Crivella anuncia rombo de R$4 bilhões na prefeitura do Rio. E o salário dos servidores?

Carlos Neira

RIO DE JANEIRO

quinta-feira 2 de fevereiro de 2017| Edição do dia

Após o primeiro mês de gestão, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro se reuniu na tarde da quarta-feira 2 de fevereiro com os seus secretários para iniciar plano de economia de gastos em todas as pastas. As razões? A prefeitura do Rio começa o ano com um rombo de R$4 bilhões para gastos. A informação foi apurada a partir do estudo das arrecadações do primeiro mês de 2017 realizado pela Secretaria de Fazenda.

Considerando só a Secretaria de Saúde, por exemplo, o orçamento de 2017 para essa pasta é de R$5.5 bilhões. O orçamento para educação por exemplo é de R$6.5 bilhões. Os secretários e o prefeito afirmam que não faltará dinheiro para o pagamento dos salários dos servidores.

O rombo vai se traduzir em fortalecer a atual linha da prefeitura de fortes cortes nos gastos e no projeto de privatização dos serviços públicos via parceria pública privada como já noticiamos aqui. Segundo o secretário de educação Cesar "o pagamento dos professores é sagrado"

Mesmo com as palavras do secretário que não são garantia de nada, as medidas de austeridade que a prefeitura de Crivella está tentando implementar, que já representam fortes ataques contra os trabalhadores e o povo pobre das favelas, nada garante que a prefeitura irá pagar os salários e benefícios dos servidores públicos municipais quando a situação de crise se aprofundar e tomar contornos mais parecidos com os do governo do estado do Rio.

Só resta os trabalhadores e servidores públicos da prefeitura combater nas ruas junto com a população e os trabalhadores mobilizados da CEDAE (os seus maiores aliados) os pacotes de ataques que a prefeitura e do estado preparam para 2017.




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