Política

COLAPSO DA REDE PÚBLICA

Crivella, Witzel e Bolsonaro estão deixando cariocas morrerem sem atendimento

Crivella e Witzel esperam respiradores que nunca chegam. Poderiam estar estatizando os hospitais privados para garantir leitos ou injetar dinheiro para aumentar capacidade de produção de testes e respiradores das universidades, mas para eles o lucro é maior que a vida.

sábado 25 de abril| Edição do dia

Imagem: Edilson Dantas/ O Globo

Com número de mortos subindo no Rio de Janeiro, UTI’s lotadas e filas crescendo, trabalhadores morrerem na fila enquanto Crivella e Witzel esperam respiradores que nunca chegam. Poderiam estar estatizando os hospitais privados para garantir leitos.

Sem leitos nos hospitais, clínicas da família, UPA’s e CER’s (Cordenções de Emergências Regionais) para tratamento dos infectados pelo coronavírus na rede pública pacientes da capital estão sendo enviados para o Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, a mais de 1h30 de distância.

A falta dos hospitais de campanha prometidos por Crivella, Witzel e Bolsonaro tem custado um preço alto aos paciente com sintomas da COVID-19. A prefeitura e o estado do Rio têm divulgado apenas taxas de ocupação, sempre abaixo de 100%, diferente do que reflete a realidade atual de lotações e filas, segundo próprios funcionários dos sistema de regulação. Sem saída, os pacientes esperam por dias uma transferências no SUS ou que um leito vague, que só se dará com a morte ou alta do paciente ocupante.

O Hospital do Fundão, ligado à UFRJ, possui 60 leitos mas não tem profissionais para operá-los, só 7 das 470 vagas foram preenchidas. No Hospital Federal de Bonsucesso não é diferente, onde estavam previstos 170 leitos apenas 27 foram disponibilizados por falta de profissionais. Isso deixa claro como a classe trabalhadora, nesse caso em especial o profissional da saúde, deve ser valorizada, por mais que existam estruturas disponíveis e equipamentos de ponta, de nada adianta sem esses profissionais para atender as pessoas. Por isso, exigimos a contratação imediata de profissionais de saúde para atuarem nesses locais, ativarem o maior número de leitos possível para dar o atendimento necessário à população.

Witzel e Crivelça estão contando com a abertura de dez hospitais de campanha e modulares (que juntos somam mais de 2.000 leitos) que já deveriam ter sido abertos mas ainda não foram por estarem atrasados, pela falta de funcionários e respiradores. A inauguração era prevista para abril, mas agora estão previstos para maio o hospital no Leblon, com 200 leitos (a unidade é custeada pela iniciativa privada, mas vai atender pacientes do Sistema Único de Saúde), no Riocentro com 500 leitos entre outros espalhados pela cidade do Rio de Janeiro e demais cidades do estado.

Na rede federal, foi preciso a intervenção da Justiça para determinar que os seis hospitais geridos pela União no Rio passem a liberar leitos livres para pacientes de outras unidades, o prazo para cumprimento da decisão judicial termina hoje (24/04). Também termina hoje o prazo para Bolsonaro informar quais unidades hospitalares móveis serão montadas pelo Exército.

Enquanto muitos pacientes estão em situação grave esperando mesmo sem poder esperar por vaga para UTI, Crivella, Witzel e Bolsonaro seguem negociando a vida dos trabalhadores, ainda que Bolsonaro venha cada vez mais perdendo força e apoiadores. O adiamento da abertura de hospitais de campanha, mais leitos para a população, a política de não contratar número suficientes de profissionais de saúde nem comprar equipamentos de proteção para os contratados escancara que a intenção desses governantes não é a proteção da vida da população.

No sentido oposto do que é necessário, Witzel quer abrir espaço para a privatização e atacar com um brutal plano de privatização que coloca na mira tudo que é público, incluindo a água, a cultura, as universidades (UERJ, UEZO, UENF) e institutos de pesquisa.

Por isso reivindicamos que a saída para essa crise é através do controle operário da produção, ou seja, dos trabalhadores podendo tomar a organização da produção neste momento para voltá-la as nossas necessidades, das gestão da saúde sendo feita pelos seus próprios trabalhadores para dar utilidade às estruturas disponíveis e eficiência à saúde pública. Essa é uma saída efetiva, e que apenas os trabalhadores organizados podem apresentar, já que Crivella, Witzel e Bolsonaro deixam cada vez mais evidente que não é pela classe trabalhadora que estão no governo.




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