Política

CRISE NO PSL

Crise no PSL avança e deputados bolsonaristas tentam derrubar líder do partido na Câmara

Bia Kicis (PSL-DF) e Filipe Barros (PSL-GO) coletaram assinaturas da bancada do PSL para tirar o Delegado Waldir, atual líder da bancada do partido na Câmara, de seu cargo.

quarta-feira 16 de outubro| Edição do dia

Após o deputado Delegado Waldir, líder do PSL na Câmara, se unir à oposição para tentar obstruir a medida provisória que trata sobre a reformulação da estrutura do Poder Executivo e mexe com pontos sensíveis como o antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), deputados bolsonaristas iniciaram um movimento para destituir o parlamentar da função.

O movimento foi comandado pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) e pelo deputado Filipe Barros (PSL-GO) que coletavam assinatura da bancada para tirar Waldir do cargo. O líder tem papel fundamental na estrutura da Câmara.

As disputas no interior do PSL vieram se aprofundando desde que o governo Bolsonaro teve início. Com vazamento de conversas de Whatsapp e troca de farpas nas redes sociais, a crise se agudizou quando Bolsonaro foi flagrado em vídeo orientando apoiador a "esquecer" o partido.

A partir disso, o partido esteve marcado pela forte disputa e pelas ameaças de Bolsonaro em deixar o partido pelo qual se elegeu. Após trocar ataques com o atual presidente do PSL, o empresário Luciano Bivar, Bolsonaro partiu para a ofensiva e pediu a abertura das contas do partido dos últimos cinco anos.

Essa tentativa de derrubar Waldir é mais um capítulo da crise interna do PSL que foi agravada nesta terça-feira após a Polícia Federal deflagrar uma operação contra Bivar (PE).

É preciso acompanhar o desenvolvimento dessa crise, que não será estancada com um simples "compromisso" hipotético de Bivar e Bolsonaro, pois há disputas mais profundas que orientam seus interesses imediatos.

Saiba mais: Os rachas na extrema direita e a disputa pelos milhões do PSL

Com a crise capitalista que atravessa o país e que não deixa expectativas da retomada do crescimento econômico mais concreto, as condições de continuidade de uma crise que também é política e social seguem bastante vivas.

Cada espaço deste regime em frangalhos será travada, da Procuradoria Geral da República até a Polícia Federal, atravessando até mesmo os próprios partidos e seus diversos interesses.




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