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Crise econômica mundial e Covid-19: o reino da incerteza

A pandemia do coronavírus está impondo cenários terríveis ao capitalismo mundialmente, uma conjuntura que pode não apenas nos arrastar para uma depressão global, mas também abrir a possibilidade de guerra.

Paula Bach

Buenos Aires

quinta-feira 26 de março| Edição do dia

Os eventos se sucedem e concatenam a uma velocidade inusitada. É extremamente complexo “organizar” uma realidade que, como sempre - mas algumas vezes muito mais que outras - se apresenta de maneira caótica. A única certeza até o momento é que um acaso relativo - uma vingança da natureza, diz David Harvey - emergiu como um iceberg contra o qual colidem as condições da economia mundial - a política e a geopolítica - marcadas pela debilidade da recuperação do pós-crise 2008/2009, como também as próprias consequências de uma estrutura de produção globalizada e a herança de quatro décadas de neoliberalismo. De alguma maneira, livremente apelando para uma metáfora de Marx de já muito tempo atrás, "tudo que era sólido desmancha no ar". Em um contexto em que a força da pandemia está avançando, as tentativas dos governos de achatar a curva epidemiológica levam a um aumento da curva recessiva [1]. Essa contradição que invade o cenário a passos largos exige definições sobre as características particulares que definem essa crise, o papel das medidas monetárias e fiscais implementadas pelos Estados e, finalmente, alguns elementos da análise estrutural e uma tentativa de prognóstico. Alertamos o leitor que o aspecto disruptivo do momento em que passamos indica que será necessário se preparar para o desenvolvimento de cenários particularmente desconhecidos e em mudança.

A Natureza de uma crise (mais séria que o Lehman?)

Em um artigo recente , a revista britânica The Economist observa que, à medida que a economia mergulha em um apagão prolongado, alguns analistas acreditam que estão percebendo, nos crescentes choques econômicos e no pânico do mercado, os primeiros sinais de um colapso mais sério do que o da crise financeira mundial de 2007/8. Nesse contexto, e na ausência de ações suficientemente agressivas por parte dos governos, acrescenta, o mundo pode enfrentar um colapso do mercado e uma subsequente depressão.

Evidentemente, essa perspectiva não é estranha aos governos e bancos centrais, que em poucos dias lançaram duas baterias de medidas inicialmente monetárias. Depois de baixar a taxa de juros para um intervalo entre zero e 0,25 - a partir de um piso muito baixo - a Reserva Federal dos EUA lançou um plano de pelo menos US$ 700 bilhões para a recompra de ativos financeiros, como títulos do Tesouro e títulos hipotecários. Em outras palavras, retomou os planos de facilitação quantitativa conhecidos como QE - lançados após a crise de 2008 - e anunciou uma medida de ação coordenada com os bancos centrais do Canadá, Inglaterra, Japão, Suíça e o Banco Central Europeu, para canalizar mais liquidez ao mercado através de linhas de crédito recíprocas em dólares. O Banco da Inglaterra também reduziu a taxa de juros e os Bancos do Japão e o Banco Central Europeu lançaram planos de recompra de ativos. De fato, bancos e governos reagiram inicialmente como se fosse uma crise semelhante à que se espalhou pelo mundo após a queda do Lehman. Naquela época, grande parte do establishment político e dos banqueiros centrais prometeram não repetir a negligência de 1929. [ 2 ] . No pós-Lehman, a essência das políticas estava centrada em medidas monetárias massivas para o resgate de bancos - não apenas os estadunidenses - e grandes empresas, enquanto milhões de pessoas caíram no desemprego e na miséria e muitas outras ficaram desabrigadas. Uma bateria de medidas que, como propusemos em um artigo anterior, combinou-se internacionalmente com o surgimento da China como um fator-chave de sustentação da "economia real". Mas desta vez, a resposta inicial dos "mercados" prova que, aparentemente, não é a mesma coisa.

Os impulsos recessivos não têm como gatilho imediato nem falências bancárias - o que ainda não aconteceu - nem os colapsos financeiros consecutivos - embora Wall Street tenha perdido até agora tudo o que ganhou durante a era Trump - mas, na verdade, a situação é inversa. O risco bancário e o colapso dos mercados de ações têm origem na paralisia contrativa produzida pelas quarentenas e fechamentos de fronteiras, com os quais vários governos pretendem combater a pandemia - em muitos casos tardiamente e na maioria deles, com os sistemas de saúde destruídos por anos de neoliberalismo. De fato, estamos testemunhando um colapso na cadeia de pagamentos e na do comércio - com um efeito particular nos serviços que floresceram na era atual da globalização - que já causaram grandes perdas de empregos, horas trabalhadas etc. Uma questão que é agravada devido à porcentagem significativa de trabalhadores precarizados deixada pelo neoliberalismo e aprofundada no período pós-Lehman. O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, registrou na semana passada um dos maiores picos de aumento nos pedidos de seguro-desemprego, desde setembro de 2017. O que é novo e que paira sobre o gráfico das duas curvas opostas, de contaminação por coronavírus e de contração econômica, é o fato de que tanto uma extensão eventual quanto o agravamento da pandemia, como uma nova Grande Recessão e, ainda mais, uma Depressão, podem resultar em situações altamente instáveis para a elite econômica e política - incluindo agora personagens de direita como Donald Trump ou Boris Johnson e até coalizões de centro-esquerda como a de Pedro Sánchez e Podemos - profundamente questionada no contexto das fraquezas da recuperação pós-Lehman. Neste contexto, ainda que as medidas monetárias expansivas apareçam como necessárias para facilitar a circulação de dinheiro em uma tempestade, que em seus aspectos mais superficiais aparece como uma crise de liquidez, manifestam-se claramente insuficientes e impotentes para freiar o desastre em curso.

Pânico e "keynesianismo" (ou monetaristas que temem a si mesmos)

Essa situação explica a reivindicação de organizações internacionais, como o FMI, a OCDE ou o Banco Mundial, que clamam aos governos a necessidade imediata de políticas fiscais massivas e agressivas. Como apontou Michael Roberts alguns dias atrás, a política fiscal é o clamor universal dos economistas e policymakers. O editor do Financial Times, Martín Wolf, por exemplo, alerta que podemos estar diante de uma ameaça econômica maior que a de 2008/9. Ele observa que, embora seja particularmente difícil conter a propagação da doença em países com seguro social limitado, como os Estados Unidos, existe o risco de um colapso na demanda e na atividade econômica que vai muito além do impacto direto da emergência sanitária. Nesse contexto, Wolf suscita a necessidade urgente não apenas de os bancos centrais garantirem liquidez, mas de uma série de medidas, como pagamento generoso de auxílio-doença e seguro-desemprego, mesmo para trabalhadores independentes, durante o período de crise. Ele acrescenta que, se isso for muito difícil, os governos poderão enviar um cheque a todos. Além disso, será necessário manter os salários e minimizar os custos de longo prazo das empresas, enquanto os governos logo poderão impor impostos adicionais para recuperar as despesas [ 3 ]. De sua parte, o professor de economia de Berkeley, Pierre-Olivier Gourinchas, calcula que se a produção permanecer parada por um mês a 50% e por dois meses a 25%, isso custaria uma queda de 10% no PIB anual. Outros dois meses com queda de 25% custariam outros 5% de retração. Gourinchas ressalta que os governos podem precisar implantar uma quantidade de recursos fiscais na mesma proporção em que é causada a queda na produção. Os dois economistas coincidem em destacar a circunstância de que as políticas fiscais são favorecidas pelo fato de as taxas de endividamento dos Estados se encontram em mínimos históricos - uma situação muito distante da dos países dependentes, como a Argentina, para os quais taxas de juros são proibitivas. Gourinchas mostra que o rendimento dos títulos do Tesouro a 10 anos é de 0,88%, as taxas na área do euro são igualmente baixas. Mesmo um aumento de 10% do PIB em dívida apenas aumenta os custos anuais de juros em 0,1% do PIB. Uma emissão coordenada de dívida soberana “jumbo” - entre 10% e 20% do PIB - coordenada com uma expansão da flexibilização quantitativa pelo BCE, proporcionaria um espaço fiscal muito necessário [ 4 ] .

É evidente que o pânico - e a proximidade eleitoral no caso particular dos Estados Unidos - e não a simpatia por essas políticas, está conduzindo não apenas vários governos europeus, mas o próprio Donald Trump, no caminho dos estímulos fiscais - sob uma forma diferente dos cortes de impostos exclusivos para os ricos. Depois que o Banco Central Europeu pediu aos governos que lançassem planos fiscais vigorosos, a Espanha anunciou que destinaria 20% de seu PIB à geração de empréstimos, garantias de crédito, ajuda e benefícios sociais, o Reino Unido dedicará 15% de seu PIB para garantias de crédito e outras medidas para ajudar às empresas em dificuldades, enquanto seu Ministro de Finanças declarou estar disposto a aumentar o tamanho das garantias sobre os empréstimos para que o dinheiro chegue efetivamente a todas as empresas que necessitem quando seus negócios despencarem [ 5 ]. Enquanto fechava esta nota, Boris Johnson anunciou que seu governo subsidiará empresas por três meses, cobrindo até 80% do salário dos trabalhadores que estão em reclusão, para evitar serem demitidos. Por sua vez, no decorrer da semana passada o Banco Central Europeu anunciou uma medida monetária excepcional que envolve um plano de compra de ativos públicos e privados por 750 bilhões de euros. Trump prevê uma bateria de estímulos por volta de US$ 1 trilhão, que inclui o adiamento de pagamentos de impostos, assistência a setores particularmente afetados, como companhias aéreas ou hotéis, e entrega de dinheiro aos cidadãos. O projeto do Departamento do Tesouro, que ainda deve passar pelo Congresso, distinaria a maior parte do pacote aos pagamentos em dinheiro vivo, que totalizariam 500 bilhões de dólares e seriam pagos em duas parcelas [ 6 ] . Além disso, Trump anunciou que poderia intervir na guerra de preços do petróleo entre a Rússia e a Arábia Saudita.

Após o pacote de anúncios, as bolsas da Europa, Ásia e EUA mostraram um crescimento. No entanto, Wall Street não conseguiu registrar dois dias consecutivos em território positivo. Anúncios da Organização Mundial da Saúde alertando que os sistemas globais de saúde estavam "entrando em colapso" e a quarentena parcial ordenada pelo governador de Nova York fez com que Wall Street fechasse sua pior semana desde outubro de 2008. Além do quão real acabem sendo esses estímulos prometidos pelos Estados, é evidente que a velocidade da corrida entre a pandemia e os pacotes de emergência monetária e até fiscal, por enquanto, está sendo vencida pelo coronavírus.

Como uma guerra, mas... sem guerra

No entanto, é complexo determinar as possíveis derivações dessa corrida de velocidade e os cenários que dela emergem. Se a pandemia ceder em um tempo limitado - uma questão que parece improvável - os estímulos monetários e fiscais terão que agir no terreno pantanoso de uma economia que somará o choque recebido à já dilacerante debilidade subjacente. Mas se, como parece mais provável, a pandemia não puder ser contida em um tempo mais ou menos prudente, os cenários que surgem são muito mais assustadores. Em uma estimativa recente, a ONU calculou que, devido às consequências da pandemia no turismo cuja atividade poderia contrair-se em 25%, o número de pessoas abaixo da linha de pobreza na América Latina aumentaria em 35%, de 67 milhões de pobre para 90 milhões. Alinhado com as estimativas de Gourinchas, o The Economist - na nota acima mencionada - sugere a possibilidade de vários “países centrais” experimentarem quedas econômicas próximas de 10% do PIB. Uma situação que, enfatiza, embora seja relativamente frequente nas "economias em desenvolvimento", não é nos países "industrializados". Nos "países centrais", ele acrescenta, a maioria das quedas registradas dessa magnitude foram associadas às guerras mundiais ou à Grande Depressão.

É interessante fazer uma pausa por um momento nesta última definição. John Maynard Keynes passou grande parte de sua vida especulando sobre a possibilidade de a economia receber o impulso poderoso oriundo das guerras, mas sem guerra. Ele falhou e acabou assumindo - não sem arrependimento - que talvez apenas uma guerra pudesse tirar a economia da crise dos anos 1930, e nisso ele acertou. Em vez disso, e além das esperanças frustradas de Keynes, em vez de alcançar em condições de paz o impulso que as guerras dão à economia, o capitalismo mostrou historicamente a capacidade - excepcional - de desencadear contrações semelhantes às sofridas nas guerras, mas " sem guerra ". Isso acontece apenas em situações excepcionais e não há dúvida de que estamos diante de uma delas. Uma pandemia viaja em alta velocidade pelas veias abertas da globalização, usando, de certa forma, da contração dos limites do espaço e do tempo. Um evento que, por outro lado, não se desenvolve em condições relativamente "normais", mas em um terreno particularmente rarefeito que mistura pelo menos dois planos. Por um lado, e como discutimos em "Crise econômica mundial: os ‘espíritos caóticos’ sairão da lâmpada?", uma década de fraqueza econômica levou a múltiplas crises sociais, políticas e crescentes tensões geopolíticas. Por outro lado, e como aponta Harvey, se colocam manifestas as consequências incapacitantes da globalização, que misturam a primazia de serviços particularmente alterados pela paralisação do tráfego em escala planetária - companhias aéreas, hotéis, restaurantes etc. - com o com o estado de desastre no qual se encontram os sistemas de saúde na maioria dos países, após décadas de neoliberalismo.

Mas, por outro lado, a ausência de "guerra" em semelhantes contrações tem um significado profundo e faz uma grande diferença. O impulso econômico que as guerras geram na economia capitalista está associado a dois elementos fundamentais. Por um lado, o peso que a demanda centralizada do Estado - mostrando aspectos substanciais de planificação - as necessidades de reconversão da maioria das indústrias e a aceleração dos tempos de guerra, investem no desenvolvimento da indústria e dos serviços capitalistas [ 7 ]. Por outro lado, a destruição física da própria força produtiva que gera a própria guerra e que abre grandes espaços para a reconstrução. Esses são os tipos de impulsos que desencadeiam grandes desembolsos de capital em novos investimentos que, por sua vez, exigem o desenvolvimento de novas indústrias e novas técnicas em condições de alta rentabilidade, a que Alvin Hansen se refere. De tal maneira que nas derivações da situação atual e no desenvolvimento do pior dos cenários, poderíamos nos deparar com quedas econômicas da magnitude das deixadas pelas guerras, sem os elementos reativadores da economia como um todo, característicos da relação destrutiva/regenerativa. entre capitalismo e guerra.

Nesse contexto de falta de perspectivas, com uma globalização por enquanto em colapso e na ausência de um novo "grande empreendimento" para substituir o neoliberalismo em crise, se agudizam as contradições e fricções entre as potências. Uma questão que se apresenta, particularmente, na forma do confronto entre os Estados Unidos e a China, embora, é claro, também envolva a Alemanha e a Europa como um todo. É notável como a pandemia torna cada vez mais claro o território quase explícito de tanta hostilidade, que a contenção do coronavírus e o salvamento de vidas humanas emergem como condição da demonstração do poder dos Estados. A luta pela “origem” do vírus e a exibição de forças que a China está tentando fazer depois de nas aparências - embora ainda esteja por confirmar-se e apesar do grande golpe em sua economia - ter controlado a pandemia, por um lado, e o desenvolvimento do novo epicentro da doença no Ocidente - em particular na Europa - com os Estados Unidos como possível próxima vítima, por outro lado, são distintas expressões disso. A luta pela autoria da vacina, que envolve principalmente Estados Unidos, China e Alemanha, torna-se, nesse contexto, uma redefinição da batalha pela tecnologia de ponta que surgiu inicialmente na forma distorcida de por outro, são expressões diferentes disso. A luta pela autoria da vacina que envolve principalmente Estados Unidos, China e Alemanha torna-se, nesse contexto, uma redefinição da batalha pela tecnologia de ponta que surgiu inicialmente na forma distorcida de "Guerra comercial". Como expresso em um artigo no The New York Times, uma corrida armamentista mundial pela vacina contra o coronavírus está em andamento. O jornal observa que o que começou como uma questão de quem receberia elogios científicos, patentes e a receita de uma vacina bem-sucedida, se torna repentinamente uma questão de segurança nacional. Embora exista cooperação em muitos níveis, mesmo entre empresas que são normalmente concorrentes ferozes, a luta pela vacina é a sombra de uma abordagem nacionalista que poderia dar ao criador vantagens em lidar com as conseqüências econômicas e geoestratégicas da crise. Não por coincidência, o assunto já está sendo militarizado. Na China, 1.000 cientistas trabalham na vacina e pesquisadores da Academia de Ciências Médicas Militares recrutam voluntários para ensaios clínicos. Enquanto isso, Trump tentou - sem sucesso - comprar a empresa alemã CureVac para que realizasse sua pesquisa e produção nos Estados Unidos. A China também ofereceu participação acionária e outros benefícios à empresa alemã BionTech, também na corrida pela vacina.

Nas circunstâncias extremamente críticas que o desenvolvimento da pandemia impõe às condições já estagnadas de um capital profundamente globalizado, o papel do Estado se intensifica e os elementos de nacionalismo já em ação se intensificam. Uma duração prolongada da pandemia de Covid-19, forçando uma depressão em grande escala - um cenário muito provável - vai aguçar o confronto entre essas tendências e exigirá uma reconfiguração global. Recriação que, no decorrer de seu desenvolvimento, implicará tanto em novas convulsões da luta de classes - que já estava em ascensão - como na escalada de disputas entre potências nos campos econômico, político e militar, sem descartar a possibilidade de grandes conflitos bélicos.

Este artigo foi originalmente publicado em espanhol no semanário Ideas de Izquierda, da Argentina.
Tradução para o português por Caio Reis

Notas de Rodapé

[ 1 ] Gourinchas, Pierre-Olivier, “Flattening the Pandemic and Recession Curves, Anti-K, nos vies pas leurs profits!”, Disponível on-line.

[ 2 ] De fato, a crise de 2008 serviu como a grande derrota do "livre mercado", uma espécie de "ferida narcisística" do neoliberalismo. Os resgates em larga escala promovidos pelo Obamismo e grande parte dos banqueiros do establishment republicano estão na origem da crise do Grand Old Party e na consolidação de uma base de massas de direita que, em parte, levou ao surgimento de Trump. Veja, Toozer, Adam, Crashed, How a Decade of Financial Crises Changed the World , Nova York, Viking, 2018.

[ 3 ] Ver, entre outros, Wolf, Martin, "The virus is an economic emergency too", Financial Times , 17/3/2020, traduzido pelo Esquerda Diário.

[ 4 ] Gourinchas, Pierre-Olivier, op. cit.

[ 5 ] Ver “Para evitar el derrumbe las potencias anuncian históricas inyecciones presupuestarias”, Ámbito Financiero , 18/03/2020.

[ 6 ] A distribuição de dinheiro entre as pessoas pelo Estado é conhecida como "dinheiro de helicóptero" e foi sugerida por Milton Friedman, o pai do monetarismo.

[ 7 ] Ver Gordon, Robert,The Rise and Fall of American Growth , Princeton University Press, 2016, EUA.




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